
Um grupo de pais se uniu para cobrar do poder público medidas urgentes de segurança nas escolas de Gaspar. A preocupação, segundo eles, fira em tordo da demora na implantação das decisões anunciadas após o ataque à creche de Blumenau. Os pais já participaram de uma sessão na Câmara de Vereadores, onde entregaram um documento pedindo diversas melhorias nesta área, e também realizarem uma manifestação pacífica em frente à prefeitura.
Cleusa Melim Franco é mãe de duas crianças, de nove e 11 anos, que estudam-na Escola Ervino Venturi. Ela faz parte do grupo e se mostra preocupada com a demora na execução de ações. “Eles dizem que estão sendo levantados os muros, mas em quais escolas? As concertinas estão sendo colocadas em quais escolas? Até o momento não estamos vendo atitudes de fato. Os professores, serventes e outros profissionais das escolas não são contratados, muito menos treinados para serem seguranças. Eles têm outras funções e também precisam estar sendo protegidos para executarem seu trabalho com eficiência. Já vimos em vários locais do país professores sendo feridos e até mesmo perdendo a vida para defenderem seus alunos. Que não seja necessário acontecer isto em Gaspar para que depois sejam tomadas providencias”.
Os pais pedem melhoria nas estruturas físicas, cercamento, muros, vigilante, monitoramento, portões patronizados e que se coloque em prática a lei que obrigada psicólogos e assistentes sociais em todas as escolas públicas. Marilene Ventura tem um filho matriculado nas séries iniciais da Escola Vitório Anacleto Cardoso. Ela afirma que em muitas medidas anunciadas que é notável a falta de um estudo aprofundado sobre a eficácia. “Eu estudei as 10 medidas de segurança que foram apresentadas pela prefeitura e não concordo com algumas. Por exemplo: temos escolas muito distantes e de que vai adiantar botão de pânico? Vamos só queimar dinheiro. Vamos cobrar atuação de prevenção para este tipo de caso, isso não vai cair no esquecimento”.
Conforme a assessoria de comunicação da Prefeitura de Gaspar, as concertinas estão sendo instaladas nos educandários. Em relação aos muros, foi indicado a troca por cercas. Porém, por se tratar de serviço público, existem procedimentos legais a serem cumpridos, o que pode demandar mais de tempo.
O grupo de pais organizou um abaixo assinado virtual para intensificar ainda mais a cobrança de novas ações por parte das autoridades. São elas:
1 - Implementação imediata de um profissional de segurança armada em cada Escola e CDI’s;
2 - Implementação imediata de melhorias nas estruturas de cercamento das Escolas e CDI’s;
3 - Prazo para implementação das propostas de monitoramento, inclusão do botão de pânico, câmeras, suporte emocional, equipe multidisciplinar, plano de contingência e projeto de lei que cria o comitê de acompanhamento das ações de segurança;
4 - Estudo técnico para cada unidade, escola ou CDI’s, visando identificar os pontos fortes e fragilidades quanto a segurança destes;
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Até às 17h desta quinta-feira, dia 27 de abril, mais de 550 pessoas já haviam entrado no link https://chng.it/k7psk4sPvn e participado o abaixo assinado.

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