Parado em cima da ponte Hercílio Deeke, seu Dorval Pamplona observa a movimentação de carros e caminhões que passam sobre o acesso que tanto lutou para construir.
Quando inaugurou o grande empreendimento, em 19 de junho de 1960, o então prefeito Dorval Pamplona jamais imaginaria que a maior obra de seu governo chegaria aos 50 anos tão deteriorada. ?Fico muito triste em ver que lutamos tanto para conseguir esta ponte e hoje nada está sendo feito para recuperá-la. Não quero acreditar que vão deixar a ponte cair?, comentou seu Dorval, que na manhã deste sábado, quando a ponte completou exatos 50 anos, esteve no local para conferir de perto os problemas que a única ligação entre as duas margens do rio Itajaí-Açú em Gaspar vem enfrentando.
Problemas
Os problemas de infraestrutura da ponte Hercílio Deeke foram notificados em 2002, na primeira gestão de Celso Zuchi que, na época, proibiu a passagem de veículos com mais de 10 toneladas pelo local. A falta de fiscalização fez com que a proibição fosse ignorada e veículos pesados continuaram passando pela ponte no decorrer dos anos.
Em 2006, um laudo assinado pelo engenheiro Perci Odebrecht, apontou diversos problemas na infraestrutura que levaram o ex-prefeito Adilson Schmitt a limitar a passagem de veículos a seis toneladas. A proibição durou pouco tempo e logo caminhões pesados voltaram a trafegar pela ponte, que foi se depredando mais a cada ano.
Em janeiro deste ano a cabeceira situada na margem esquerda da ponte começou a ceder. O fato foi noticiado pelo Jornal Cruzeiro e desde então diversas análises sobre a situação da ponte foram feitas, mas nenhum laudo oficial apontou as necessidades reais de reformas no acesso, apenas um laudo extra-oficial assinado pela Defesa Civil da cidade foi realizado.
No início de maio, a atual administração jogou uma camada de asfalto sobre a cabeceira da margem esquerda, para diminuir o impacto do peso dos veículos. Até o momento, a Prefeitura não anunciou nenhuma reforma na estrutura da cinquentenária ponte.
A ponte não receber reparos de 1983, quando foi recuperada após as enchentes que atingiram o Vale do Itajaí.
Construção da ponte
No dia 19 de junho de 1960, centenas de moradores deixaram suas casas para assistir ao maior evento organizado pelo então prefeito Dorval Pamplona: a inauguração da tão sonhada ponte que faria o acesso entre as duas margens do rio Itajaí-Açú.
O acesso só pode ser construído devido ao apoio dos governos Federal e Estadual, que bancaram as despesas da gigantesca obra.
Foram necessários dois anos e meio de intenso trabalho braçal para que a ponte de 163 metros de comprimento e 9,70 metros de largura fosse construída.


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