
A justiça por um crime cometido em 2012 teve seu desfecho na noite dessa quarta-feira, dia 30. Roberto Mario Catarinich, conhecido como Beto, foi condenado a 26 anos de prisão por participação na morte de Marlon Pereira de Andrade. Ele foi assassinado com cinco tiros na noite do dia 31 de maio de 2012, no bairro Pedra de Amolar, em Ilhota.
Beto, que tem 29 anos, e o irmão, Fernando Mário Catarinich, 31, que também foi julgado nesta quinta, teriam disparado contra Andrade em uma motocicleta. Fernando, porém, foi condenado a 16 anos, somente pelo crime de homicídio. No entanto, ele era réu primário, acompanhava o irmão no dia do crime e vai responder o processo em liberdade.
Beto foi condenado por formação de quadrilha e por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e emboscada. Outras duas pessoas também estavam envolvidas no crime, mas já tinham sido julgadas anteriormente. Um deles foi absolvido e outro condenado a 32 anos de prisão.
Beto e a vítima têm uma ficha de processos mais extensa, com supostas ligações com tráfico de drogas e até mesmo com o Primeiro Grupo Catarinense, o PGC. O homicídio teria sido uma retaliação de um dos acusados, que teria levado um tiro a mando de Marlon. O envolvimento da vítima com a namorada de Beto também teria sido uma motivação para o crime.
O crime foi descoberto pela Polícia Civil de Itajaí, que investigava Beto em escutas telefônicas sobre crimes relacionados ao tráfico. O julgamento durou cerca de 14 horas e terminou por volta das 22h. O condenado cumprirá pena no Presídio Regional de Blumenau.
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).