
O Conselho de Administração do hospital de Gaspar, que gerenciava a instituição hospitalar até a intervenção da Prefeitura, irá se reunir novamente durante esta semana para definir quais serão as direções a serem tomadas depois de receber uma resposta desfavorável da Justiça quanto à medida de intervenção da Prefeitura no hospital.
No dia 4 de junho já havia ocorrido um encontro em que os conselheiros puderam tirar suas dúvidas quanto ao embate com o Executivo sobre quem administra a instituição hospitalar. ?Com a presença de nosso advogado, o colegiado de conselheiros decidirá que rumo será tomado?, informa o vice-presidente do Conselho de Administração do hospital de Gaspar, Rogério Alves de Andrade.
No dia 30 de maio, o juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges indeferiu o pedido de liminar do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Com isso, o decreto da Prefeitura que permitiu a intervenção do Executivo nas instalações físicas do hospital de Gaspar continuou valendo. Segundo o magistrado, o município teve base para intervir no hospital pelo fato de o decreto consistir em um instituto jurídico restritivo ao direito de propriedade previsto pela Constituição Federal, que autoriza o Poder Público quando necessário a utilização de bens imóveis, móveis e serviços particulares, em caso de iminente perigo público.
Salários são pagos
Os salários dos colaboradores do hospital de Gaspar foram creditados nessa segunda-feira, dia 9. Com vencimento no quinto dia útil, o pagamento era para ter sido efetuado na sexta-feira, dia 6. ?A administração anterior não emitiu a nota fiscal dos salários referentes ao mês de maio para a Secretaria de Saúde do Estado. Quando fiquei sabendo do fato, tomei as providências para emitir a nota para que houvesse a base burocrática para recebermos os recursos?, detalha Fabiano Amorim, um dos gestores responsáveis do hospital de Gaspar, da empresa Amorim & Associados ? Consultoria e Saúde, que tem operacionalizado a gestão do hospital após a intervenção do Executivo.
Segundo Amorim, uma auditoria nas contas do hospital será realizada assim que um dos últimos orçamentos solicitados ao departamento financeiro chegar em mesa da nova gerência. ?Nesta semana possivelmente a auditoria terá início para sabermos qual é a real situação financeira do hospital?, ressalta.
A requisição do hospital via decreto deve vigorar por até seis meses, podendo cessar antes de seu termo final ou ainda ser prorrogado por períodos sucessivos. A gestão plena do município também foi oficializada e os recursos do SUS já estão sob responsabilidade do Executivo.
Edição 1595
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