
Oito pessoas vão sentar no banco dos réus em Gaspar nesta terça-feira, dia 17 de janeiro. Cinco homens e três mulheres acusados de assassinar José Célio Fantoni, de 51 anos, em janeiro de 2020, no bairro Óleo Grande, serão analisados por sete jurados. A previsão é de que o julgamento dure três dias.
O julgamento chegou a ser iniciado no final de novembro do ano passado. Porém, precisou ser interrompido após uma das juradas passar mal e ser levada ao Hospital de Gaspar.
Entre os acusados estão duas filhas de José Célio. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, após invadirem a casa e obrigarem a vítima a se deitar de bruços no chão do próprio quarto, desferindo-lhe inúmeros golpes e chutes, um dos réus efetuou quatro disparos de arma de fogo a curta distância na cabeça da vítima.
Os denunciados chegaram a simular um assalto na residência. Segundo a denúncia, cômodos da casa foram revirados, como se tivessem buscado por pertences de valor na residência.
Os réus serão julgados por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe – as filhas motivadas por sentimento de vingança, devido ao fato de supostamente terem sido abusadas sexualmente pelo genitor e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, crime praticado durante o repouso noturno; elevada quantidade numérica e disparos de arma de fogo - e crime conexo de furto qualificado.
A juíza Griselda Rezende de Matos Muniz Capellaro, titular da Vara Criminal de Gaspar, vai presidir a sessão. Serão ouvidas 29 testemunhas. Durante todo o período do julgamento, os jurados vão ficar incomunicáveis para garantir o sigilo do voto.
Todos aguardam julgamento presos de forma preventiva até que o conselho de sentença decida sobre a inocência ou culpa dos acusados.

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