Licitações preparam mudanças na coleta e destinação do lixo reciclável - Jornal Cruzeiro do Vale

Licitações preparam mudanças na coleta e destinação do lixo reciclável

06/08/2014

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O formato de coleta e destinação de lixo reciclável em Gaspar está prestes a passar por mudanças. Na quarta-feira da última semana, dia 30, foram abertos os envelopes da licitação que buscava encontrar uma empresa para separar e comprar os resíduos sólidos coletados nos bairros de Gaspar. A empresa Reciclar foi a vencedora, com a proposta de R$ 20 por tonelada de material recolhido.

A nova licitação seguiu instruções do Tribunal de Contas e buscou uma metodologia diferente da usada em outros municípios, onde cooperativas de catadores costumam colaborar com a separação e venda dos resíduos. Além de adquirir os materiais recicláveis, a empresa vencedora do processo de licitação ficará responsável pelo processo de triagem, apontado como de alto custo para ser mantido pelo município.

Com a definição de um comprador para os materiais recicláveis, uma nova licitação irá escolher a empresa que será responsável pela coleta e pelo transporte dos resíduos sólidos até o local de entrega indicado pela empresa compradora. Este segundo edital deve ser lançado nos próximos dias.

Ao contrário do modelo antigo, onde uma empresa só cobrava cerca de R$ 30 mil ao mês do município para coletar, separar e vender o material reciclável, o novo formato, que deve estar funcionando em até 60 dias, poderá gerar uma receita para o município na venda dos materiais. A ideia inicial é aplicar os valores no custeio da coleta e transporte dos recicláveis, que atualmente não são cobrados do contribuinte.

Mais volume

Segundo o engenheiro civil do Samae de Gaspar, Ricardo Silva, a expectativa é de que o novo formato de coleta e alienação dos materiais recicláveis permita um controle mais efetivo das quantidades de lixo reciclável manuseadas. ?Também deverá haver mais rigor na fiscalização de catadores que passam horas antes do caminhão de coleta reciclável em busca do material já separado, o que acaba prejudicando a empresa que faz o serviço para o município?, argumenta o engenheiro. O controle das pesagens coletadas será feito na balança da Secretaria de Obras, no bairro Santa Terezinha.

Com as mudanças na coleta e na destinação do lixo reciclável, o engenheiro do Samae espera que a população perceba que é importante reciclar e que isso aumente o volume da coleta. Por enquanto, o número de materiais recicláveis coletados na cidade ainda fica muito abaixo do lixo orgânico. Em média, são coletadas 1,2 mil toneladas ao mês de lixo orgânico, contra apenas 110 toneladas de lixo reciclável. O número de vezes em que o caminhão de coleta reciclável passa nos bairros, de uma vez por semana, não deve sofrer alterações.

Edição 1611
 

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