Lixo na área central é resultado da má distribuição das lixeiras - Jornal Cruzeiro do Vale

Lixo na área central é resultado da má distribuição das lixeiras

10/09/2010

fotopg12abre800x600MD.jpgQuem anda pela área central de Gaspar encontra com frequência uma chepa de cigarro aqui, outra ali, um pacote de salgadinho, panfletos de lojas, e muitos outros lixos, todos espalhados em diversos cantos, esquinas e ruas.
Diferente dos lixos, que aparecem em pontos diversificados, as lixeiras instaladas pela prefeitura se concentram em pontos específicos. Mesmo que o número delas seja grande, somando um total de 26, a má distribuição é notável por qualquer um que trafegue pela área central. Enquanto na Praça Getúlio Vargas e no Coreto Municipal se acumulam dez lixeiras, há apenas outras cinco ao longo de toda a principal rua da cidade, a Coronel Aristiliano Ramos.
O órgão responsável por cuidar das lixeiras da área central é a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio. De acordo com o secretário da pasta, Joel Reinert, há planos para melhorar as condições das lixeiras, porém, eles ainda não foram postos em prática devido ao projeto de reurbanização está sendo elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento, que inclui todas as ruas citadas. ?Vamos repor as lixeiras dentro do padrão que for escolhido para a reurbanização e pretendemos dobrar o número delas na Coronel Aristiliano Ramos. Assim que o modelo padrão de lixeira for escolhido, vamos comprar e implantar as novas?. Sua preocupação é de que não consiga encontrar facilmente fornecedores do tipo de lixeira que for escolhido. Caso não encontre, vai instalar algumas provisórias, comuns e que são facilmente encontradas no mercado.

fotopg121800x600MD.jpgUm dos problemas mais agravantes da situação é o vandalismo. Na rua São José duas das quatro lixeiras existentes estão quebradas. O número, que já é pequeno, fica ainda mais diminuto. Próximo à papelaria Coração de Estudante e em frente do colégio Honório Miranda restam apenas um pedaço de cada lixeira. Na Coronel Aristiliano Ramos, em frente à Padaria Coração do Vale, havia também uma lixeira, da qual não sobrou nem sombra.

 

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Os pedestres podem perceber quando passam em frente à Padaria Coração do Vale que há uma nova lixeira, que, certamente não é pública. É uma do tipo comprada em supermercado, que algum comerciante preocupado com o lixo colocou no ponto onde outrora estava a lixeira pública. Na rua São José, em frente à POINT calçados e ao prédio em que ficam o banco HSBC e as Lojas Berlanda, há um total de cinco lixeiras, que poderiam até ser confundidas com as da Prefeitura devido ao seu tamanho. Porém, pela cor, azul em vez de laranja, há uma diferenciação. Foi o responsável por ambos os edifícios que as instalou no local.

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Mais uma vez, a concentração de lixeiras salta aos olhos, desta vez de quem passa pelo Calçadão da Usina. Naquele pequeno espaço há sete lixeiras. Enquanto isso, na rua Industrial José Beduschi, existe apenas uma lixeira, localizada em frente à Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio.

Comentários

Paulo Zimmermann
11/09/2010 08:47
Apesar de concordar plenamente que as lixeiras estão mal distribuidas, isso não é desculpa para se jogar lixo nas ruas. Sempre que vou ao centro e compro algum alimento que produz lixo, ou guardo no bolso até encontrar uma lixeira ou entro em algum estabelecimento comercial e peço para depositar na lixeira da loja. Se todo mundo fizesse isso já seria um bom começo.
Pedro J.
10/09/2010 21:24
Falta lixeiras, falta educação, falta ética, falta vergonha........

A situação atual é reflexo de uma sociedade corrompida, tanto nos orgãos públicos, como na sociedade civil.
Apesar de vermos atitudes como as demonstradas na reportagem acima, é fundamental que a conciência do dever esteja acima de qualquer obstáculo e que esta parcela da sociedade cumpra com o seu dever e não simplesmente reclame, mas que haja de forma consciente educando, nem que seja simplesmente pelo exemplo.
Mackalé
09/09/2010 16:10
Basta andar pelo centro da cidade para constatar o óbvio: o ser humano é sujo por natureza.
Wolfgang Priklopil
09/09/2010 15:59
E a situação do asfalto da Rod. Jorge Lacerda, nas proximidades do Paraíso dos Poneis, que está se deteriorando menos de 1 ano após a "reforma", merece ou não merece uma reportagem especial?
Ricardo Spengler
09/09/2010 12:31
Eu, pessoalmente, acho que se as pessoas tivessem o mínimo de civismo e educação, mesmo se não houvesse uma única lixeira em nossa cidade, não haveria lixo em nossas ruas. Uma pena que se jogue lixo no chão e depois se reclame da corrupção em Brasília. É no pouco que se vê o muito...

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