Quem anda pela área central de Gaspar encontra com frequência uma chepa de cigarro aqui, outra ali, um pacote de salgadinho, panfletos de lojas, e muitos outros lixos, todos espalhados em diversos cantos, esquinas e ruas.
Diferente dos lixos, que aparecem em pontos diversificados, as lixeiras instaladas pela prefeitura se concentram em pontos específicos. Mesmo que o número delas seja grande, somando um total de 26, a má distribuição é notável por qualquer um que trafegue pela área central. Enquanto na Praça Getúlio Vargas e no Coreto Municipal se acumulam dez lixeiras, há apenas outras cinco ao longo de toda a principal rua da cidade, a Coronel Aristiliano Ramos.
O órgão responsável por cuidar das lixeiras da área central é a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio. De acordo com o secretário da pasta, Joel Reinert, há planos para melhorar as condições das lixeiras, porém, eles ainda não foram postos em prática devido ao projeto de reurbanização está sendo elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento, que inclui todas as ruas citadas. ?Vamos repor as lixeiras dentro do padrão que for escolhido para a reurbanização e pretendemos dobrar o número delas na Coronel Aristiliano Ramos. Assim que o modelo padrão de lixeira for escolhido, vamos comprar e implantar as novas?. Sua preocupação é de que não consiga encontrar facilmente fornecedores do tipo de lixeira que for escolhido. Caso não encontre, vai instalar algumas provisórias, comuns e que são facilmente encontradas no mercado.
Um dos problemas mais agravantes da situação é o vandalismo. Na rua São José duas das quatro lixeiras existentes estão quebradas. O número, que já é pequeno, fica ainda mais diminuto. Próximo à papelaria Coração de Estudante e em frente do colégio Honório Miranda restam apenas um pedaço de cada lixeira. Na Coronel Aristiliano Ramos, em frente à Padaria Coração do Vale, havia também uma lixeira, da qual não sobrou nem sombra.

Os pedestres podem perceber quando passam em frente à Padaria Coração do Vale que há uma nova lixeira, que, certamente não é pública. É uma do tipo comprada em supermercado, que algum comerciante preocupado com o lixo colocou no ponto onde outrora estava a lixeira pública. Na rua São José, em frente à POINT calçados e ao prédio em que ficam o banco HSBC e as Lojas Berlanda, há um total de cinco lixeiras, que poderiam até ser confundidas com as da Prefeitura devido ao seu tamanho. Porém, pela cor, azul em vez de laranja, há uma diferenciação. Foi o responsável por ambos os edifícios que as instalou no local.

Mais uma vez, a concentração de lixeiras salta aos olhos, desta vez de quem passa pelo Calçadão da Usina. Naquele pequeno espaço há sete lixeiras. Enquanto isso, na rua Industrial José Beduschi, existe apenas uma lixeira, localizada em frente à Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio.


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