Luana Berti: voz gasparense em rede nacional - Jornal Cruzeiro do Vale

Luana Berti: voz gasparense em rede nacional

06/09/2019
Luana Berti: voz gasparense em rede nacional
Por Geraldo Genovez

 

Dona de um talento indiscutível, uma voz que cativa e uma personalidade única, Luana Costódio Berti, de 21 anos, nasceu artista. Ela compõe com o coração, é capaz de cantar ritmos e estilos musicais diversos, toca variados instrumentos, tem presença de palco e carrega consigo importantes valores ensinados em casa: humildade para dar um passo de cada vez, foco para saber que se pode ir além e muita determinação para alcançar seus objetivos com o máximo de aproveitamento.

Desde muito nova incentivada pelos pais, Luciane Magali Costódio Berti e Marcos Antonio Berti, Luana começou com pequenas mostras no Colégio Uni, onde sempre estudou e concluiu o Ensino Médio. Lá, também recebeu o apoio e suporte necessário para entender que, sim, ela era uma artista com potencial. Dos shows nos intervalos das aulas, passou a representar sua instituição de ensino em festivais municipais. As apresentações, por renderem ótimos comentários, fizeram com que a sua forma de fazer música ganhasse ainda mais espaço na região.

Aos 16 anos, no auge da adolescência, deu mais força ao seu trabalho autoral. A fase foi marcada pelo lançamento de seu primeiro CD. Anos depois, seu repertório ficou ainda mais rico com o álbum ‘Ela’, gravado em Pelotas, pelo estúdio A Vapor. O projeto também tomou forma física com a ajuda da comunidade através de um financiamento coletivo. Paralelo aos lançamentos, Luana foi somando também admiradores nas redes sociais.

Com a chegada da vida adulta, a gasparense decidiu entrar no Ensino Superior. Ela foi para Portugal e se matriculou no curso de Licenciatura em Música, na Universidade do Minho. Por lá, continuou conciliando os estudos com as apresentações. Se dedicou, aprendeu muitas coisas novas, conheceu artistas dos quais se identifica, trocou experiências e retornou ao Brasil querendo ainda mais. De volta a Gaspar, as oportunidades eram poucas e Luana precisou se mudar para Florianópolis, onde ganhou maior visibilidade.

Com o passar do tempo, em 2019, o nome ‘Luana Berti’ alcançou todo o Brasil. Isso porque a gasparense se apresentou no palco do programa The Voice, da Rede Globo. Ela cantou ‘Tá Foda’, do Vitão, nas audições às cegas, televisionada em 15 de agosto. Com a aprovação de todos os quatro jurados, Luana escolheu o time da cantora Iza. O próximo passo foi a fase das Batalhas, quando duelou com outra participante e se deu bem. Novamente aprovada, a artista garantiu vaga na etapa ‘Rodada de Fogo’, onde volta a enfrentar outros talentos em busca do prêmio.

Em respeito ao sigilo exigido pela produção do The Voice Brasil, a cantora Luana Berti não deu detalhes de sua participação no reality, nem divulgou a data em que volta a aparecer em rede nacional. Apesar disso, ela cedeu uma entrevista exclusiva ao Cruzeiro do Vale. Confira na íntegra:

Cruzeiro do Vale: Essa foi a primeira vez que se inscreveu no The Voice Brasil?
Luana Berti: Não. Também me inscrevi em 2015, mas não consegui passar para chegar até a fase das cadeiras.

C. V.: O que te levou a se inscrever novamente?
L. B.: Uma amiga se inscreveu e eu recém tinha voltado de Portugal. Aí, pensei: ‘por que não tentar de novo?’ E me inscrevi. Dessa vez, consegui chegar às audições às cegas e foi simplesmente incrível. Com certeza foi um dos momentos de mais emoção da minha vida. Eu estava tão emocionada em cima do palco que não lembrei de nada do que aconteceu depois. Então, esperei ansiosa para ver o programa e lembrar como tinha sido de fato (risos).

C. V.: Nas audições às cegas, você cantou ‘Tá Foda’, do Vitão. Como fez essa escolha?
L. B.: ‘Tá Foda’ é uma música que eu já cantava e gostava muito. Nela, eu consigo trazer grave, agudo, frases rápidas e também longas, então eu acreditei que impressionaria os jurados. Até porque fazer o rap com tanta emoção naquela hora não foi nem um pouco fácil (risos). São 60 palavras em 10 segundos, com teu batimento cardíaco acelerado. Não é fácil, mas rolou!

C. V.: Além de conseguir a aprovação de todos os jurados, você também ganhou ainda mais fãs. O que você tem a dizer sobre essa nova fase da sua carreira?
L. B.: Lidar com os fãs já era uma coisa normal, porque eu não surgi do nada no The Voice. Já tenho meu trabalho, que venho construindo faz bastante tempo. Mesmo tendo apenas 21 anos, eu faço música desde os meus 11. Mas, com certeza, eu atingi um público muito maior e isso traz muitas responsabilidades. Também traz muita alegria, afinal, o carinho que eu estou recebendo é imensurável. Porém, rolam algumas coisinhas chatas que, às vezes, é difícil lidar. Mas estou tentando aprender a cada dia como fazer isso de uma forma melhor. Como fazer uma diferença positiva na vida de quem me acompanha diariamente. Para criticar e levar o ódio tem tanta gente, que me faz acreditar que meu objetivo principal com a música seja espalhar o amor e sentimentos bons a quem precisa.

C. V.: Os técnicos do The Voice Brasil são artistas que você já acompanhava antes de participar do programa?
L. B.: Eu cresci ouvindo Lulu Santos e Ivete Sangalo, desde muito novinha. Depois, surgiu o Michel Teló, que eu ouvia todo domingo no sítio, quando ia andar a cavalo. Agora, quando a Iza começou a carreira, ela simplesmente não sai do meu Spotify. Eu viajo bastante de carro e a música dela ‘Dona da Mim’ é uma das minhas músicas favoritas pra esse momento, porque me inspira e faz eu me sentir mais forte. Posso dizer que sim, acompanho todos os técnicos desde antes do programa.

C. V.: Nas redes sociais, os internautas ficaram muito felizes quando você optou por seguir na disputa pelo time da cantora Iza. Que critérios usou para decidir?
L. B.: Eu sou Libriana e isso traz para mim o fardo de ser indecisa (risos). Não escolhi nenhum jurado antes, preferi por fazer o que meu coração mandasse na hora. E lá em cima do palco ele escolheu a Iza. Me orgulho muito de estar nesse time e fazer parte do começo da história dela no programa.

C. V.: Há alguma novidade sobre o programa que você tem autorização para adiantar aos leitores do Cruzeiro do Vale?
L. B.: Não posso revelar nada sobre o programa. A única coisa que eu posso adiantar é que todos os candidatos vêm com um nível artístico excelente. Vale muito a pena acompanhar cada terça e quinta-feira, pois está surpreendente.

C. V.: Paralelo ao programa, você tem algum outro projeto em andamento?
L. B.: Continuo com meu projeto solo, enquanto o programa rola. Estou compondo muito para poder ter várias músicas novas quando acabar e eu lançar. Também continuo fazendo shows, na maioria por Florianópolis, que é onde mais rolam propostas. Espero ter bastante conteúdo legal pra continuar entregando para quem gosta do meu som.

C. V.: Deixe uma mensagem aos gasparenses que estão torcendo por você.
L. B.: Eu agradeço muito toda torcida de cada pessoa de Gaspar! Receber apoio e energias positivas do lugar onde eu cresci é muito importante para a minha caminhada! Espero ter oportunidade de, em breve, receber mais propostas na cidade para poder estar mais perto e ter mais contato com minhas origens.

 

Edição 1917

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