
Cinco meses depois do transporte público suspenso no Gaspar Alto, a comunidade busca uma alternativa pra que ônibus voltem a circular no bairro. Depois que a empresa Santa Terezinha parou com o serviço, em outubro do ano passado, houve protestos da comunidade e uma comissão formada por vereadores e pela Associação de Moradores do Gaspar Alto foi formada. Eles se reuniram mais de 10 vezes com as prefeituras de Blumenau e Gaspar e Seterb mas não houve indícios de mudança.
A empresa, que saiu alegando não ter lucro, informou que não existe a possibilidade de voltar a oferecer o serviço. No início do ano, um documento foi enviado ao Ministério Público de Gaspar pedindo uma solução e agora a associação de moradores do Gaspar Alto tenta contratar uma empresa particular para fazer o transporte. A presidente da associação, Agatha Veneranda Baader, não informou o nome da empresa, mas diz que as negociações estão adiantadas. “Dentro de alguns dias é possível que tenhamos uma notícia boa”, conta Agatha.
Enquanto esperaram uma novidade, a rotina dos moradores continua sendo de desafios. São cerca de 800 famílias no local e muitos contam com os vizinhos para não ter que andar cerca de 4 km até o Jordão ou 6 km até a rua Brusque, onde os ônibus passam. Os que possuem automóvel dão carona e outros dividem táxis. Uma corrida até o Centro custa cerca de R$ 50. De mototáxi, esse trajeto sai por R$ 18. O transporte público só é garantido para as crianças matriculadas em escolas. Um ônibus da Secretaria de Educação busca e leva os alunos.
Segundo o vereador Vanderlei Oliveira, de Blumenau, que faz parte da comissão, outro fator que atrapalhou foi o rompimento da prefeitura com o Consórcio Siga, responsável pelo transporte coletivo de Blumenau. “As negociações para aumentar o trajeto dos ônibus que vão para a rua Brusque e Francisco Benigno estavam avançando, mas aí tudo parou”, aponta.
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