
A fila de espera por vaga em creche é um problema antigo tanto em Gaspar como em cidades vizinha, a exemplo de Ilhota. As prefeituras, aos poucos, estão fazendo investimentos que incluem ampliações dos CDIs existentes e construção de novos educandários, na tentativa de minimizar os impactos na sociedade. Porém, muitas famílias ainda enfrentam as consequências de não ter onde deixar o filho para, por exemplo, poder trabalhar fora. Em Gaspar, 331 crianças estão na fila de espera. Em Ilhota, o número chega em 96.
Josi Lopes é moradora do bairro Sete de Setembro, em Gaspar. É mãe solo e tem um filho de cinco anos que frequenta um CDI no Santa Terezinha em meio período. Há mais de um ano ela espera por uma vaga em um educandário no bairro em que mora. “Está bem complicado porque pago mais de R$200 de van e quase R$500 para que ele fique o outro meio período em uma escola particular. Trabalho o dia inteiro e moro em casa de aluguel. Tenho todas as despesas de casa e preciso dar conta de pagar a escola também”.
O pequeno Théo da Silva Ventura, morador de Ilhota, tem apenas 11 meses de vida e está na fila de espera por uma vaga na creche próxima a sua residência. A família mora na cidade há um ano, no bairro Centro. A mãe do Théo, Nicole Pereira da Silva, é costureira e o pai proprietário de uma lavação de carros. Ela relata as dificuldades de trabalhar com a criança em casa e que as vagas existentes são muito distantes de casa. “É muito difícil trabalhar com ele, porque ele quer atenção, colo, aí atrasa meu trabalho. Me ofereceram vaga, só que é no outro lado da ponte, cruzando a rodovia. Mas é impossível porque não temos carro e o dia que eu fiz o teste de levar ele dormiu em cima da bicicleta. E também demoramos muito para chegar”.
Gaspar tem 17 Centros de Educação Infantil. Neste momento, 3.744 crianças estão devidamente matriculadas, sendo 843 estão em turno integral. Outras 331 crianças aguardam na fila de espera por uma vaga.
Entre os principais investimentos na educação, a prefeitura destaca o CDI Francisco Mastella, localizado no bairro Poço Grande, que hoje atende 134 crianças e que após a reforma vai atender 220 alunos em tempo integral. Nesta obra, o município investiu R$3,2 milhões.
Outro investimento é a construção de um novo educandário, o CDI Nelson Alexandre Bornhausen, no bairro Margem Esquerda, que deve oferecer 365 novas vagas em tempo integral. Nesta construção, o investimento já passa dos R$7,7 milhões.
Ilhota possui nove Centros de Educação Infantil e duas Escolas de Ensino Fundamental que atendem turmas de pré-escola. Neste momento, 1.777 crianças estão matriculadas, sendo 560 em turno integral. Outras 96 estão na fila de espera.
Conforme informações da secretaria de Educação, Ilhota possui 193 vagas disponíveis em CDIs. Porém, elas são em educandários que ficam na margem esquerda do rio e a maior procura é por famílias que residem na margem direita.
Em relação aos investimentos, Ilhota destaca a construção da segunda parte da obra do Centro de Educação Infantil Vovô Juca, localizado no Centro. Assim que ela for entregue à comunidade, serão ofertadas cerca de 100 novas vagas. Neste ano, foi entregue o CEI Vó Varda, onde foram investidos R$1.094.249,44. Este CEI atende 107 crianças, distribuídas em turmas de berçário, maternal e pré-escola.
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