
A Malwee comunicou na manhã dessa quinta-feira, dia 21, o fechamento de suas atividades em Blumenau, em sua sede que fica na divisa entre Blumenau e Gaspar. Cerca de 300 funcionários foram desligados, e muitos deles moram em Gaspar. Um dos motivos para a demissão em massa é o reflexo da crise econômica que afeta o país e o ramo têxtil. A produção da fábrica será absorvida por outras unidades da empresa de Jaraguá do Sul. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial, o Sintrafite, quase 70% dos demitidos moram em Gaspar.
Segundo o comunicado oficial da empresa, em virtude da situação econômica brasileira e uma adequação ao mercado altamente competitivo, o Grupo Malwee anunciou as demissões. “Todos os esforços da companhia relacionados à redução de custo operacional nesta Unidade em especial, como enxugamento da estrutura, unificação dos turnos, entre outras iniciativas, não foram suficientes para manter sua operação”, diz o comunicado.
Ainda de acordo com o comunicado, o Grupo Malwee lamentou o impacto desta decisão na vida dos colaboradores da unidade e ressaltou que honrará com todos os seus compromissos financeiros e legais para com todos os seus colaboradores.
Segundo a companhia, ela se mantém sólida no mercado, apesar das demissões. “Esta decisão não impacta no fornecimento de seus produtos aos seus clientes. É uma medida de redução de custo operacional, diante de um mercado tradicionalmente competitivo e de um cenário político econômico instável, aos quais precisa estar atenta para garantir sua perpetuidade”, avisa no comunicado.
Sindicato se posiciona
O Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial, o Sintrafite, lamentou o fato de a Malwee não ter ao menos tentado uma alternativa para os trabalhadores. Segundo a entidade representativa dos trabalhadores, em nenhum momento foram repassadas informações sobre os desligamentos. “A Malwee desrespeitou os trabalhadores, e se achou no direito de passar por cima deles. Foi uma surpresa para todos os trabalhadores que voltavam hoje das férias coletivas. Recebemos inúmeras ligações de trabalhadores desesperados com a situação. Os empregados chegaram para iniciar a jornada às 5h, e se depararam com apenas alguns maquinários no lugar, nenhuma matéria-prima, pois tudo já havia sido transferido para a matriz, em Jaraguá do Sul”, postou em seu portal o Sintrafite.
O Sindicato afirmou que estará acompanhando de perto as indenizações aos trabalhadores e tomando as medidas cabíveis se necessário.
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