A notícia de que a população gasparense poderia abastecer seus veículos no Posto Julinho, localizado no Centro de Gaspar, levou quase 100 manifestante até o local para impedir o abastecimento. Uma multidão se juntou em frente ao posto e, por volta das 16h desta quarta-feira, dia 30 de maio, todos os veículos que estavam na fila impedidos de chegar ao local.
A carga de combustível chegou ao posto no início da tarde. Por volta das 13h, uma longa fila fez com que todo o trânsito ficasse engarrafado. Dos 15 mil litros de combustível disponíveis para a população, 7,5 mil litros haviam sido vendidos até às 16h, momento em que os manifestantes impediram que o abastecimento continuasse.
Proprietário do posto e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural de Blumenau, Julio Zimmermann afirma que trata a situação como um ato de democracia. “Nosso dever é deixar o povo abastecer para que tudo volte, aos poucos ao normal. Fiquei decepcionado com essa situação, mas a comunidade tem direito de manifestar e lutar pelo que acha melhor”, afirma.
Mesmo após a chegada dos manifestantes, o posto permaneceu aberto. O combinado com os policiais foi de que a manifestação seguiria por uma hora. Às 17h, os manifestantes liberaram a entrada do posto e, mesmo permitindo o abastecimento, vaiaram quem foi até o local para abastecer.
Para quinta-feira, dia 31 de maio, está prevista a chegada de mais duas cargas de combustível para os postos de Julinho Zimmermann. Segundo o proprietário do posto, os caminhões deveriam chegar na cidade na quarta. Porém, por falta de policiamento para a escolta, a chegada foi adiada. Na quinta, a gasolina será dividida entre o posto da BR-470 e o da Avenida das Comunidades.
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