
"Oi, belíssima!"
"Olha, a Trimania! Últimas unidades..."
Se você mora em Gaspar ou vai com frequência ao Centro da cidade, certamente leu as frases anteriores com a voz e entonação de Mário José Wilbert, o popular Mário da Trimania. Faltando poucos dias para seu aniversário de 54 anos [ele troca de idade no dia 7 de setembro], o Cruzeiro do Vale conta um pouco da história desse gasparense que é tido como uma personalidade na cidade.
Dono de uma simpatia sem tamanho, Mário é conhecido pelo seu trabalho sério, honestidade, vida religiosa e também pelos divertidos bordões que pronuncia quando encontra seus clientes e amigos. Mas, quem o vê na porta da lotérica ou andando pelas principais ruas do município talvez não conheça sua trajetória de vida.
Nascido em 1966, Mário passou os quatro primeiros anos de vida no bairro Poço Grande, região da qual guarda um enorme carinho até os dias de hoje. Ele é filho do casal Valéria Maria Scheidt e Leonício Wilbert, ambos já falecidos, que teve um total de nove filhos e repassou a todos os princípios e valores da honestidade, respeito e compromisso.
Mário e os irmãos ajudavam em casa. “Naquela época, as coisas eram mais difíceis. Estudei até a sétima série na Escola Ivo D’Aquino e depois precisei parar para começar a trabalhar. Arranjei meu primeiro emprego aos 14 anos, na Mineração Silvio J. Zimmermann, esmaltando azulejos. Fiquei pouco mais de um ano lá”, relembra.
Sua disposição e excelente mão de obra chamaram a atenção de outras empresas e Mário logo arranjou outro serviço. Desta vez, no posto de combustível do Júlio Cesar Zimmermann. “Eu fui contratado para fazer a lavação dos carros. Fiquei nessa função até completar meus 18 anos. Aí, consegui a oportunidade de ir trabalhar na Hering, no setor de estamparia”.
Dez anos se passaram. Mário adquiriu muita experiência e deu um novo rumo à sua trajetória trabalhista: foi contratado na Vineplast, empresa onde está até hoje. Aposentado e ainda com muito pique, ele se dedica também à venda de Trimania no Centro de Gaspar e também à venda de rifas das comunidades de Gaspar. “Eu tenho muita fé! Há alguns anos, o seu Gilberto Schmitt me incentivou a pegar alguns blocos da rifa de Santa Clara para tentar vender. Como sou muito conhecido, acabou sendo um sucesso. Desde então, sigo nessa função e até agreguei a venda de outras comunidades”, detalha.
Mário se descreve como uma pessoa de bem com a vida. “Sou alegre. Tenho sonhos. Corro atrás. Trabalhei, trabalho e pretendo continuar trabalhando por muito tempo. Gosto de conversar com meus amigos e clientes. Não tenho grandes luxos, mas não me falta felicidade. Ser querido por todos é muito gratificante”.
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