Há cerca de um ano, no dia 23 de novembro, uma emocionante celebração ecumênica reuniu aproximadamente 200 fiéis da Igreja Católica, Igreja Luterana e Assembleia de Deus na Praça Getúlio Vargas para prestar homenagem às vítimas da tragédia de novembro de 2008. Durante a cerimônia, a Administração Pública anunciou a instalação de uma placa na praça que seria montada no terreno baldio onde antes estavam localizados os camelôs. Todo este tempo se passou e a placa de homenagem ainda espera por ser instalada.
Questionado sobre o assunto, o secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Joel Reinert, afirmou que a ideia não morreu e que a placa seria, na verdade, um monumento, que demanda uma verba maior. ?Este monumento está incluído no memorial, o que faz com que seja necessário reorganizar todo o espaço e ter uma infraestrutura bem planejada. Isto ainda não foi feito por falta de recurso e também porque temos outras prioridades?, justifica.
O projeto do memorial que homenageia as pessoas que tiveram suas vidas ceifadas pelo desastre ambiental que marcou a história de Santa Catarina foi idealizado pelo ex-secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Rodrigo Schramm. O projeto foi criado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento e entregue ao então secretário. ?Já se tem a ideia e o projeto arquitetônico, mas ainda leva algum tempo para ser feito, tem que passar pelo processo de licitação, etc?, comenta o atual secretário.
De acordo com Joel, a obra tem um custo considerável e por isso não há condições de que seja iniciada ainda este ano. Não há realmente uma previsão de quando a construção do memorial deve ser iniciada, porém o secretário acredita que provavelmente isto aconteça no próximo ano, com o novo orçamento.
De acordo com ele, o memorial foi incluído no Projeto Gaspar Cidade-Rio, que aguarda convênio e repasse de verbas do Governo Federal para começar a ser executado.
Estacionamento
Enquanto o projeto não sai do papel, os motoristas gasparenses encontraram uma utilidade para o terreno, que pertence à Prefeitura Municipal: estacionamento. É comum encontrar vários carros estacionados ao longo do terreno em qualquer dia da semana. ?Com certeza, o objetivo é dar ao espaço seu destino certo, mas enquanto não estão utilizando o terreno, não vejo porque não deixar os motoristas usarem. Há uma grande carência de estacionamento no centro da cidade, então o espaço ajuda neste problema?, declara Joel.
edição 1236


Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).