Enganou-se quem pensou que antiguidades não são mais capazes de atrair o público. O 1º Mercado de Pulgas de Gaspar veio para mostrar que o antigo sempre volta à moda e é capaz de agradar os mais variados gostos. A feira livre cultural, que aconteceu pela primeira vez na cidade durante este domingo, dia 16, na Praça Getúlio Vargas, no Centro, reuniu centenas de colecionadores, vendedores e pessoas interessadas em objetos antigos. Com uma variedade imensa de produtos, o resultado da feirinha agradou organizadores e participantes, que já esperam pela segunda edição do evento.
Emanuele Wostehoff, que mora em Blumenau, veio à cidade especialmente para montar sua barraca de objetos antigos. Para ela, a participação foi muito positiva. ?O Mercado de Pulgas foi muito bacana. Em apenas uma hora eu já tinha vendido uma câmera fotográfica, relógio e cédulas de dinheiro antigo, quando ainda se chamava cruzeiro. Vale a pena participar?, garante. Todos os objetos vendidos pela blumenauense foram adquiridos de familiares e amigos.
Além de participantes do município, também estiveram presentes representantes de oito cidades da região expondo louças, discos, artigos de decoração, CDs, peças de carro, patins, rodas de carroça, bicicletas, televisores de época, chaveiros, louças, mesas de centro, livros, revistas, cristais e outros produtos antigos. A programação da feira ao ar livre também contou com quatro apresentações culturais dos grupos Pirão Catarina, Rivotrio e Capivara Cultura Rítmica, além de uma oficina gratuita de cartonagem.
De olho na segunda edição
O assessor de Turismo e Cultura e um dos organizadores do 1º Mercado de Pulgas de Gaspar, Dayro Bornhausen, diz que o resultado foi muito positivo e que a segunda edição do evento já começou a ser pensada. ?A feira atraiu muita gente e realmente nos surpreendeu. A partir de agora, queremos manter o hábito e fazer com que o evento se repita logo. Quem sabe até mais de uma vez ao ano?, destaca. Ainda segundo Dayro, a feirinha cumpriu o papel de estimular a produção e a valorização da economia criativa por meio de troca solidária ou venda e evitar que as coisas fossem simplesmente jogadas fora. ?Foi uma ideia que deu certo e um evento que estava faltando na cidade, ainda mais nessa época do ano que não há uma programação muito extensa?.
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Edição 1563
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