
A lembrança e a saudade que há um ano consomem a família Filagrana bateram ainda mais forte esta semana. Nessa quarta-feira, dia 17, completou-se um ano que Moacyr Luiz Filagrana, então com 57 anos, foi morto em uma suposta tentativa de assalto quando chegava em casa, na localidade Óleo Grande. Moacyr era empresário e se preparava para se tornar diácono da comunidade quando teve a vida interrompida por um homicídio.
Os fatos do dia do atentado permanecem vívidos na memória da viúva Leozita Werner Filagrana, 56 anos. “Eu ia esquentar a janta e escutei ele chegar e desligar o carro. Pensei: ‘que bom, ele chegou’. Em seguida já escutei o barulho dos disparos e ele pedindo socorro. Quando olhei na janela, ainda vi os dois fugindo na moto e atirando na direção de meu genro”, recorda.
Tão límpidas quanto as recordações de fevereiro de 2015 são as doces lembranças da personalidade de Moacyr de toda uma vida construída ao lado do esposo. “Ele era uma pessoa incrível, toda a comunidade confiram isso. Ajudava muito os idosos, pessoas desamparadas, dependentes, mas acho que isso às vezes não era bem visto por todos”, recorda Leozita.
Moacyr chegou a ser levado para o hospital, mas morreu no dia seguinte, 17 de fevereiro. Desde aquele fatídico dia, a viúva Leozita, os filhos Moacir Júnior, Tainá e Betina e o genro Marcelo se dividem entre a dor da saudade e a angustiante espera por respostas. “Já estive na delegacia várias vezes, eles nos dizem que estão investigando, e sabemos que estão mesmo, mas não há respostas sobre quem cometeu esse crime. Sabemos que isso não vai trazê-lo de volta, mas vai trazer algum alívio. Ficamos angustiados. Até mesmo a comunidade e a família nos cobra respostas sobre quem tirou a vida de Moacyr. Infelizmente só podemos dizer que ainda não sabemos”, lamenta Leozita.
Investigação prossegue
Dois meses depois do assassinato de Moacyr, a família chegou a ser ameaçada em um telefonema. Um suspeito de realizar a ligação foi identificado e prestou depoimento na delegacia, mas até o momento ninguém chegou a ser preso pelo homicídio. No entanto, os trabalhos de investigação ainda continuam.
Segundo o delegado Egídio Maciel Ferrari, da Polícia Civil de Gaspar, o caso é bastante complicado pelo fato de não haver nenhuma testemunha. “Diligências ainda estão em andamento já acompanhadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário. Esse é um dos casos em que mais trabalhamos até agora”, reafirma o delegado. Informações que possam ajudar no andamento das investigações podem ser repassadas pelo telefone 181.
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