Morador é forçado a transportar assaltantes de cooperativa - Jornal Cruzeiro do Vale

Morador é forçado a transportar assaltantes de cooperativa

22/04/2014

img6201GG.jpgEm 15 anos morando na região do Alto Baú, em Ilhota, Rogério Roweder, 36 anos, nunca pensou que passaria por uma situação de tanto medo. Na tarde desta quarta-feira, 23, um dia após o assalto a uma cooperativa de crédito no Belchior, que terminou com a morte de um bandido e a prisão de outro no Alto Baú, o funcionário de uma madeireira foi abordado pelos outros dois assaltantes quando voltava do trabalho. A dupla estava esperando em um rancho na frente da casa de Rogério, onde inclusive comeram algumas bananas. O morador foi forçado a levar a dupla até o Litoral e passou por momentos de tensão no carro com os criminosos.

 

Como eles lhe abordaram?

Sempre paramos de trabalhar às 16h para tomar café e depois disso eu fui embora. Quando cheguei em casa de moto os dois já estavam ali parados no portão com a arma. Eles me perguntaram de quem era a casa e o carro na garagem. Primeiro eu tentei mentir, disse que era do meu tio e que eu ia chamá-lo, mas quando tentei ligar a moto eles não me deixaram sair mais. Um deles disse: vamos lá dentro pegar a chave do teu carro e tu vais nos levar até Luís Alves. Eu falei pra eles: então leva o carro, eu não quero ir junto com vocês, mas eles disseram não aceitaram.

 

Você logo percebeu que eram os assaltantes da cooperativa?

Eu vi, eles estavam arranhados, sujos, com roupa camuflada e a pistola na mão. Todo mundo aqui já estava alerta o dia todo, porque pensávamos que eles poderiam sair para fazer alguém de refém. Eles entraram em casa comigo para buscar a chave, a carteira e embarcamos no carro. Fomos até Luís Alves e, chegando lá, eles tentaram falar no celular com um amigo deles, mas o celular não dava área. Eles falaram para irmos adiante. Fomos até a entrada de Escalvados, quase na saída da BR-470. Era uma estrada de barro e temi pelo pior. Quando eu estava na descida perguntei se eles queriam me levar longe ainda. ?Já estamos na 101?, eles me responderam, então fiquei mais tranquilo porque sabia que era um lugar mais claro.

 

Até onde vocês foram?

Eles me mandaram seguir para a região Norte. Fomos até a entrada de Itajuba. Saímos da rodovia, entramos numa rua que tinha um galpão grande, seguimos mais uns 50 metros e em frente a um terreno abandonado eles falaram: ?pode encostar que estás liberado?. Deram a mão pra mim e só me disseram para eu não ligar para a polícia. Na volta para casa parei num posto, pedi um celular emprestado e liguei para casa, mas àquela altura eles já tinham avisado a polícia. Quando cheguei em casa o Baú todo estava aqui reunido. Foi uma alegria e um alívio.

 

O que eles falavam?

Eles praticamente não falaram nada, só discutiam o trajeto, porque um queria ir para um lado e outro para outro. Aí não deu certo em Luís Alves e eles me mandaram ir para o Norte. Perguntei se eles ficaram com a grana e eles disseram que não, que a polícia tinha levado, mas eles estavam com uma mochila embaixo da jaqueta. Eles falaram que dois colegas deles tinham morrido, mas eu disse que foi só um, que o outro tinha sido preso. A roupa deles estava encharcada. Devo ter andado na faixa de 200 quilômetros, considerando ida e volta.

 

Eles te ameaçaram ao longo do trajeto?

Não. Eles falaram três vezes que eu ia sair vivo dessa, que eles só queriam sair daqui. Um estava de jaqueta e o outro de camisa e calça. Eram dois morenos baixinhos, com uns 20 e poucos anos. Nunca passei por nada parecido, foi muito triste. Hoje (quinta) eu ainda não estou muito legal. Aqui é um lugar calmo e a gente não imagina que um dia vai passar por isso.

 

 

Edição 1582

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O bandido envolvido no assalto à agência Blucredi na tarde de terça-feira, dia 22, e morto após troca de tiros com a polícia foi identificado como Ederson Zandonai, 31 anos. Ele estava foragido da Penitenciária de Joinville.

Além disso, a Polícia Civil informou que, juntamente com a quadrilha, foram encontrados R$47 mil, duas pistolas, três coletes balísticos e a bolsa roubada de uma das associadas da agência, além dos veículos utilizados durante a ação, uma Saveiro e um Ford Fiesta.

A Saveiro, utilizado para cometer o crime, tinha registrado de roubo da cidade de Indaial, já o Fiesta foi roubado durante o assalto a Blucredi. Os outros dois assaltantes continuam foragidos. 

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Pouco tempo após ter assaltado a agência da Blucredi do bairro Belchior Central, a quadrilha que efetuou o roubo foi localizada por policiais na região do Alto Baú, já em Ilhota. O automóvel Saveiro utilizado pelo grupo para praticar o assalto e para a fuga foi localizado em um matagal da Estrada Geral do Alto Baú.

Ao entrar na mata, os policiais se depararam com os quatro assaltantes, que resistiram à prisão e trocaram tiros com os policiais. Um dos bandidos, ainda não identificado, foi atingido na cabeça. Ele chegou a ser levado para o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Gaspar, mas morreu logo que chegou ao hospital. Outro bandido, Marcelo Correa Barbosa, 38 anos, foi preso e levado à Delegacia de Polícia Civil. Os outros dois envolvidos conseguiram fugir. Segundo o delegado Egídio Maciel, os assaltantes são da cidade de Joinvile. Todo o dinheiro roubado, bem como parte do armamento, foi recuperado.

A ação contou com policiais militares de Gaspar, Blumenau e Ilhota e com policiais civis de Gaspar, numa mobilização aproximada de 25 pessoas. Nenhum policial foi atingido pelos tiros.

 

Edição 1582

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Quadrilha assalta agência da Blucredi no Belchior

 

Quatro homens assaltaram uma agência da cooperativa de crédito Blucredi na tarde desta terça-feira, dia 22. A ação ocorreu por volta das 14h45, na agência da rua Bonifácio Haendchen, no bairro Belchior Central. Eles levaram todo o dinheiro que havia no caixa e fugiram em dois carros.

Segundo o gerente da agência, Pedro Debatin, os bandidos chegaram em uma Saveiro vermelha, sem placas. Um homem entrou na agência para pedir informações e logo foi acompanhado de outro, que apontou uma arma e anunciou o assalto ao vigia e aos clientes. Outros dois homens ficaram do lado de fora, com uma arma possivelmente de calibre 12, dando cobertura.

Eles ordenaram que os clientes se abaixassem e foram logo pegando o dinheiro que havia no caixa. ?Eles foram rápidos e disseram que só queriam o dinheiro?, conta o gerente da agência, Pedro Debatin, que não sabe estimar a quantia levada pela quadrilha. Todos estavam encapuzados no momento da ação, com exceção do primeiro bandido a entrar na agência. Aproximadamente 12 pessoas estavam na agência entre funcionários e clientes no momento do assalto.

Na fuga, os bandidos levaram o carro de uma cliente, que pagava contas na cooperativa enquanto o filho esperava no carro. Os bandidos mandaram que o menor descesse e, em seguida, fugiram em dois carros, em direção pela rua que dá acesso às cascatas.

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e efetuou buscas no bairro, porém até as 16h desta terça ninguém havia sido encontrado. Foi o terceiro assalto que a agência sofreu em um ano e quatro meses. Em janeiro e junho do ano passado a cooperativa já tinha sido alvo dos bandidos. O atendimento na agência foi suspenso nesta terça para procedimentos como perícia e será retomado apenas nesta quarta-feira.

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O atendimento foi suspenso após o assalto e deve retornar na quarta-feira.

Comentários

fernanda avanci
23/04/2014 22:27
todos trabalharam bem e agora com os bandidos soltos provavelmente eles estão escondido na ilhota eu quero ver agora como vai ser
Pedro Pereira
23/04/2014 22:15
Roberto no dia em que a regra for a cadeia para que mata centenas de pessoas que estão na fila do SUS, no dia em que a regra for a cadeia para que deixa o alfabetismo se proliferar com uma peste, ai acho que podemos instituir a pena de morte para quem rouba 100 mil reais de um banco.
Acho que pena de morte deve ser para quem rouba 1 bilhão neste momento.
Felipe
23/04/2014 14:43
deveria fazer como nos filmes de faroeste: espalham cartazes com a foto do vagabundo e oferece uma recompensa pela cabeça dele. Como disse o Roberto: quando os bandidos passarem a ter medo de sair nas ruas, ai as coisas estarão voltando ao normal.
Gely
23/04/2014 13:55
Estavam no meio do mato...já deviam ter matado esse daí tb. é legitima defesa se estavam atirando na polícia..tem que revidar pesado.
Rafael Morgado
23/04/2014 12:42
COisa boa quando um bandido morre
devia acontecer com mais frequencia
Gertrudes Schwanke
23/04/2014 09:44
Parabéns a Polícia Civil pelo ótimo trabalho. A população do Baú, agradece !
Roberto
23/04/2014 09:22
Parabéns aos policiais..... Tem que entrar na mata atirando mesmo, um bandido morto é pouco, deveriam ter matado os quatro, porque prender não adianta, a justiça vai lá e solta então tem que meter bala mesmo....
De repente, se em cada assalto a polícia matar 2 ou 3 bandidos, eles comecem a se sentir como nós, com medo de sair na rua.
Aí as coisas vão estar voltando ao normal...
Emerson Seberino da Silva
23/04/2014 06:07
Bom trabalho desses policiais,
Mas bandido bom é bandido morto,e tomara que os outros sejam presos também,pois o povo está cansado de não ter mais como honrar seus direitos e deveres com a bandidagem a solta.
Um bom dia à todos .
Nicolau
22/04/2014 19:24
Gente fiquei sabendo que mataram um dos bandidos, os outro estão escondido nas mata pelos arredor de gaspar,

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