Moradora de Gaspar com doença grave pede ajuda para tratamento de saúde - Jornal Cruzeiro do Vale

Moradora de Gaspar com doença grave pede ajuda para tratamento de saúde

03/08/2023
Moradora de Gaspar com doença grave pede ajuda para tratamento de saúde

Kelly Corlatti Brittes é moradora do bairro Gaspar Grande, em Gaspar, tem 38 anos e em fevereiro deste ano, após uma hemorragia, foi diagnosticada com Adenomiose. Ela tem varizes no útero, útero reverso e três miomas. E além do tratamento que custa em média R$5mil por mês, precisa fazer um procedimento cirúrgico que custa R$18 mil, sem contar o valor do anestesista e do pós-operatório. Desde o dia 14 de julho ela aguarda na fila das Cirurgias Eletivas do SUS, porém a estimativa é de que precise esperar cerca de quatro anos para conseguir fazer o procedimento.

Para que Kelly consiga fazer o procedimento cirúrgico, ela precisa fazer um tratamento completo com medicamentos injetáveis e alguns deles possuem alto custo. Somente um dos medicamentos que têm apenas 12 comprimidos por caixa custa R$480,00. Deste remédio, ela precisa tomar três pílulas por dia, até o fim da vida.

As consequências da doença já surgiram e estão avançadas. A jovem sente muitas dores, fraqueza e está impossibilitada de trabalhar. O esposo, que era zelador, também não está mais trabalhando pois precisa ajudar a esposa nos afazeres domésticos e com os quatro filhos (de sete meses, dois, quatro e 15 anos). Além da ajuda financeira para comprar medicamentos, a família precisa de leite, fraldas e alimentos.

Quem tiver interesse em colaborar pode fazer um PIX na chave celular (47) 99738-6502 (em nome de Kelly Corlatti Brittes). Qualquer dúivida pode ser esclarecida por este telefone.

Situação se agravou

No início desta semana, Kelly foi ao Pronto Atendimento do Hospital de Gaspar por estar com o útero exposto. Ela passou pela triagem e recebeu atendimento da equipe que estava disponível. “Ela [a médica] fez um exame de toque, empurrou o útero duas vezes pra dentro e me disse que meu caso não era de urgência e nem emergência, que era um caso ambulatorial”. A jovem diz que questionou a médica sobre a gravidade do caso, perguntando: ‘Mas como, se eu estou com um órgão exposto, não tem perigo de pegar uma bactéria?’. A resposta, segundo Kelly, foi: ‘isso você tem que ver com o ginecologista’.

Kelly deu entrada no hospital às 18h28 de segunda, dia 31 de julho, e, segundo ela, saiu depois da 1h da madrugada de terça sem ter realizado exame laboratorial. Ela foi diagnosticada com prolapso uterino e encaminhada à Policlínica para demais procedimentos.

Na terça ela se dirigiu à Policlínica, onde teria recebido a orientação de que ‘precisava aprender a conviver com a doença’. Na quarta-feira, ela conseguiu atendimento com médico via SUS, onde foram pedidos três exames de urgência: preventivo, Colposcopia e biopsia, que serão realizados até o fim deste mês.

Hospital

Em nota, o Hospital de Gaspar falou sobre o caso: “A paciente em questão esteve no Pronto Socorro, foi examinada e avaliada pela equipe médica de plantão. Com a avaliação clínica e em conjunto com a equipe de ginecologia, entendeu-se que o caso, naquele momento, não era caso de emergência/urgência, sendo assim encaminhada para atendimento eletivo a cargo do atendimento especializado na rede pública. Reforçamos que o as cirurgias eletivas (que são todas aquelas que não se enquadram nos casos de urgência ou emergência) são reguladas pelo estado via atendimento na rede municipal. Sendo assim, o hospital só pode realizar esse tipo de cirurgia quando é encaminhado por estes meios”.

 

 

Edição  2116
 

 

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