Certamente, muitos já devem ter ouvido falar sobre a Associação dos Desabrigados e Atingidos da Região dos Baús (Adarb), a primeira entidade do gênero inscrita no Brasil. Mas, o que não é de conhecimento da maioria é a forma com que ela foi fundada. Enfrentando a dor indescritível da perda de sete familiares, a ilhotense Tatiana Reichert viu na solidariedade uma forma ajudar aqueles que, assim como ela, foram prejudicados pela tragédia.
Em janeiro de 2009, pouco mais de um mês após passar pelos piores dias de sua vida, Tatiana decidiu transformar seu luto em luta. “Meu propósito era dar voz ao povo das comunidades integrantes do Complexo do Baú. Guardo com muito orgulho e carinho o trabalho realizado e a equipe que formei”.
Em seu período de atuação, a associação amparou 47 famílias e ofereceu auxílio para reerguerem seus lares. Além disso, a união resultou na construção de duas casas de alvenaria. Tatiana relembra que o serviço era árduo e cansativo, mas recompensador. “Eu e os demais colaboradores fizemos o possível para representar a população frente aos nossos governantes. Cobramos com afinco e determinação as ações que aliviassem o sofrimento de todos. Temos que ter consciência de que a tragédia não é apenas o momento, mas a continuação de um desastre diário”.
A Adarb permaneceu ativa por quatro anos, sob a presidência de Tatiana. Atualmente, está desligada.
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