
Faleceu na manhã desta terça-feira, dia 16 de novembro, no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, Waldemir Melo, de 51 anos. Ele é a terceira vítima fatal de um atropelamento que aconteceu na BR-470, em Gaspar, no dia 8 de novembro.
Três pessoas atravessavam a BR-470, em Gaspar, no fim da tarde do dia 8 de novembro, quando foram atropeladas por um carro. O acidente aconteceu no km 35 da rodovia, nas proximidades do Posto Juninho.
Com o impacto da colisão, Cleonice Brizola e Vera de Souza Alonso Melo morreram ainda no local do acidente. Waldemir, marido de Vera, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado em estado grave ao Hospital Santa Isabel, em Blumenau. Ele permaneceu internado durante oito dias e não resistiu às complicações causadas pela batida. Sua morte foi confirmada na manhã de 16 de novembro.
O atropelamento foi causado por um Fiar Strada. O motorista não se feriu, mas ficou em estado de choque.
O atropelamento que resultou na morte de três pessoas na BR-470, em Gaspar, acendeu o alerta para um assunto que há muito tempo vem sendo discutido: a importância de passarelas para pedestres atravessarem a rodovia. O acidente fatal foi a gota d’água que faltava para transbordar a insatisfação da comunidade local.
De acordo com Vilmar Küstner, presidente da Associação de Moradores do bairro Margem Esquerda, a reivindicação é antiga e já tem o conhecimento das autoridades. “Em fevereiro de 2020, levamos ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) o pedido de instalação de duas passarelas no trecho entre as ruas Albertina Maba e Bonifácio Zendron. Foram mais de 700 pessoas apoiando o abaixo-assinado”, detalha.
Francisco Anhaia, vereador de Gaspar e membro da Associação de Moradores, descreve a reunião com o órgão. “Conversamos diretamente com o responsável regional do DNIT de Santa Catarina. Na oportunidade, foi garantido que incluiriam a nossa demanda no projeto da BR-470. Não demorou muito para que viessem aqui estudar as possibilidades e, em seguida, encaminhassem o projeto atualizado”.
A esperança da diretoria era que, em pouco tempo, fossem anunciadas as obras. Porém, passaram-se 21 meses desde a oficialização do pedido. “Precisamos de mais segurança. São cerca de 150 famílias que vivem do outro lado da rodovia e que, diariamente, arriscam suas vidas atravessando a BR-470 para ter acesso aos estabelecimentos comerciais, escola, posto de saúde, etc”, destaca Roni Muller, vice-presidente da Associação de Moradores.
Uma manifestação pacífica às margens da BR-470, em Gaspar, no local do acidente, está marcada para às 11h deste sábado, dia 20 de novembro. A iniciativa é da Associação de Moradores da rua Pedro Simon, que quer cobrar das autoridades uma maior agilidade na construção de uma travessia e também a instalação de redutores de velocidade.
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