Mulheres vão até a Prefeitura em busca de auxílio-aluguel - Jornal Cruzeiro do Vale

Mulheres vão até a Prefeitura em busca de auxílio-aluguel

17/08/2010

Mulheres vão até a Prefeitura em busca de auxílio-aluguel


gaspardestaquedia17MD.jpgCom duas crianças no colo, uma delas com pouco mais de vinte dias de vida, quatro mulheres integrantes das famílias que invadiram uma área comunitária no bairro Santa Terezinha no último final de semana chegaram à Prefeitura na manhã desta terça-feira, 17.


Depois de passar a noite na casa de vizinhos, as senhoras foram até a sede da Administração Pública em busca do cumprimento de uma das promessas recebidas durante a visita da equipe da Prefeitura no local onde estavam montados os barracos: o pagamento do aluguel por um período pré-determinado até que as famílias tivessem como se alojar novamente em uma residência.


Na Prefeitura, as mulheres foram recebidas pela equipe da Habitação e as que não estavam cadastradas para a fila de espera por uma moradia foram cadastradas e após foram encaminhadas à Assistência Social, que fica no prédio do Gascic.

 

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Prefeitura desmancha barracos construídos em área comunitária

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Foram necessárias apenas algumas horas para que os pequenos barracos construídos por famílias que afirmam não ter onde morar fossem ao chão. Feitos com pedaços de lona e madeira, os casebres ganharam forma na madrugada deste sábado, 14, e no local estavam morando oito famílias e um total de 21 crianças.

No terreno, que fica na rua Jacob Junkes, bairro Santa Terezinha, deveria funcionar uma área comunitária, porém, há anos o local está abandonado. Vanderlei de Andrade, morador do bairro Santa Terezinha, apoiou a iniciativa dos invasores. ?Aqui só tinha mato, bicho e as vezes pessoas usando drogas. Se é para ficar assim é melhor que o local sirva para abrigar estas famílias. Preferimos ter estas pessoas aqui, que são pessoas de bem, do que deixar o local abandonado como estava. Eles dizem que é área comunitária mas nunca fazem nada aqui?, justifica o líder comunitário.

Arquimede Greske, um dos invasores, explica porque as famílias decidiram construir seus barracos no local. ?Nós sabemos que esta é uma área pública, mas todos nós moramos de aluguel e estamos há anos na fila de espera por habitação. Como ficamos sabendo que algumas pessoas da Marinha estavam planejando invadir este espaço, decidimos nos juntar e evitar que isso acontecesse?, conta Arquimede. O homem de 26 anos possui quatro filhos e há oito anos reside em Gaspar e afirma que desde 2003 espera por uma moradia prometida pelo Poder Público.

Assim como Arquimede, Elizeu Gonçalves, 28 anos, também garante que está na fila para receber uma moradia popular. O pai de família está há sete anos na cidade e afirma que morava de aluguel com a esposa e os três filhos e que havia recebido a ordem de despejo do proprietário. ?Como eu não tinha para onde ir, decidi construir aqui com eles?, conta.


Demolição

Informados de que invasores haviam construído em um terreno que deveria servir de área comunitária, representantes da Administração Pública chegaram em peso no local na tarde desta segunda-feira, 16, e com o apoio da Polícia Militar anunciaram que os barracos seriam demolidos.

A presença dos policial intimou os moradores, que não revidaram mediante as colocações feitas pelo procurador do município, Mário Mesquita. Mesquita tentou convencer os próprios moradores a retirarem suas coisas dos barracos, mas como ninguém se prontificou, funcionários da Secretaria de Obras fizeram a retirada e os poucos móveis que estavam dentro de cada barraco foram levados para a sede da Secretaria de Obras.

?A Administração Pública quer ajudar os cidadãos, mas precisamos agir dentro das conformidades da lei e uma área pública não pode servir de invasão popular?, explicou o procurador. Representantes da Secretaria de Assistência Social que estavam no local se prontificaram a levar as famílias de volta para suas cidades de origem, mas nenhum deles quis retornar, pois todos já estão na cidade há vários anos.

Segundo Mesquita, estar esperando por uma moradia não permite que as famílias invadam um terreno público.
Apesar da movimentação feita pela Administração Pública, até o fechamento desta edição as famílias invasoras permaneciam no local e afirmaram que passariam a noite ali, mesmo sem ter onde dormir.


Reportagem

A equipe de reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale estava no local entrevistando os moradores, para saber quais os motivos que levaram as famílias a invadir o terreno, no momento em que a equipe da Prefeitura chegou no local.
Assustados, os moradores não estavam entendendo o que acontecia e disseram que não deixariam o local, pois afirmaram não ter para onde ir.

Antes da chegada do Poder Público as famílias afirmavam que queriam apenas ter um local própria para residir e afirmaram que iriam pedir apoio da Prefeitura para instalar energia elétrica e água no local.


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edição 1221

Comentários

Edevirson
18/08/2010 11:21
É com muito pesar que leio algumas das manifestações aqui expostas. As pessoas aqui de Gaspar gostam de culpar as pessoas, que como eu, "vêm de fora", como se nós não fôssemos necessários à economia local. Oras, eu pergunto a essas pessoas: de onde veio a pessoa que limpa a sua casa e trabalha na sua empresa, pessoas essas que aceitam receber muito menos do que as outras?
Maria
17/08/2010 19:12
Também concordo que o problema não está nas pessoas que veem de "fora". Conheço muitas pessoas de outros estados e cidades catarinenses que moram em Gaspar e buscam ter uma vida digna e honesta.

O problema está nessas pessoas que premeditam sua pobreza e miséria, exigindo que os órgão públicos os "adotem" em tudo: casa, comida, educação, etc, etc, etc...

Por outro lado, temos políticos irresponsáveis, que prometem o imprometível em troca de votos... esses "companheiros" deveriam levar seus "pobres"para morar nos jardins de suas casas, ou melhor, nas suas próprias casas. Se cada político prometedor levasse um "sem alguma coisa" para casa, não teríamos tantos problemas, principalmente na área social.
Sérgio L. B. Almeida
17/08/2010 15:11
Sr. Nicolas, se é que é esse o seu nome.

Lamentável o vosso comentário, bairrismo é coisa de gente retrógrada e quem é retrógrada não enxerga o futuro e tampouco ajudará a construí-lo. Gaspar e seus cidadãos, nativos ou vindos de outros recantos deste país, não merecem tais comentários, preconceituosos, discriminatórios e típicos daqueles que estão a olhar somente para os seus interesses. Diz a constituição em seu art. 5°, XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. Isto é, o bendito direito de ir e vir. Também não sou nativo de Gaspar, entretanto moro aqui já há quase vinte anos, aqui meus filhos cresceram, casaram e aqui eles vivem. Aqui labutamos, lutamos e buscamos dar nossa contribuição acreditando que podemos construir uma Gaspar melhor. Não concordo com as invasões, porém não podemos esquecer que este é um problema social de ordem nacional e não somente de Gaspar, além do mais, a maioria das invasões sempre foram incentivadas pelo próprios políticos que na busca pelo voto fácil sempre fecharam os olhos para este tipo de ação. Agora creio que o departamento de habitação do município em conjunto com o desenvolvimento social deverá cadastrar e dar encaminhamento as famílias retiradas daquele local a fim de se evitar traumas maiores, principalmente às crianças dessas famílias.
Leticia
17/08/2010 14:37
Concordo com os comentarios do Bruno e da Raquel, e ainda não entendo: Por que a prefeitura tem qe dar casas a essas pessoas?? Ficam 8 anos pagando aluguel e fazendo filho.. assim a vida não vai pra frente mesmo... De quem é a culpa? Com certeza que da prefeitura não é... Conheço muita gente que veio de outros estados que sempre trabalharam e muito e conquistaram muitas coisas, sem precisar ficar se expondo deste jeito, sem roubar, sem pedir esmola, só com um objetivo: trabalhar e conquistar o patrimonio..
Emprego não falta, a construção civil precisa muito de pedreiros e serventes, que ganha aprox 20 reias por hora e porqe não trabalhar?
Quanta vaga de costureira, revisora, manual, empregada domestica tem sobrando, e não ganha mal não...
Acorda gente..
Adriana
17/08/2010 13:49
Não concordo com o que essas pessoas fizeram e tantas outras que esperam de braços cruzados obter casa,terreno,carros.....Mas acho um absurdo pessoas que nos seus COMENTÁRIOS IDIÓTAS querem ficar julgando pessoas que vem de fora,como tiveram ousadia de escrever do Oeste SC,Paraná etc... tenho certeza que muitas pessoas como minha familia toda não é de SC estamos aqui a mais de dez anos e como tantas outras temos nossos imóveis,propiedades,carros,muitos tem até empresa que por certa forma deve ter como funcionários Gasparenses,não é a primeira vez que tem GASPARESNSE que se acha no direito de escrever comentario descriminando as pessoas que vem de fora,por ex:a resposta seu Nicolas dizer que esta na hora da prefeitura fazer uma varredura neste pessoal e valorizar quem é desta terra!!!!isso é descriminação,pois tem muito paranaense,gaúcho,pessoas do oeste de SCcomo vcs falam que trabalham,pagam seus imposto,investiram em gaspar,PENSE BEM antes de criticar e citar que todos que vem de fora são problemas,essas pessoas sim independente de onde for e até muito Gasparense no meio desses invasores também acho absurdo não concordo aqui tem trabalho para que precisa é só querer trabalhar e sustentar suas familia...........Mas minha maneira de pensar omo muitos dize DAR VALOR AO POVO QUE É DE GASPAR,MAS ESSE POVO SÃO TODOS QUE ESTÃO A ANOS NESSA CIDADE INDEPENDENTE DE ONDE VIERAM,mas sim estão aqui trabalhando,construindo,investindo que amam essa cidade não é justo sermos tratados dessa forma,creio que muitos empresarios nessa cidade que pagam seus imposto,empregam vários GASPARENSES não merecem essa discriminaçãoPOVINHO QUE VEM DE FORA??????
Bruno
17/08/2010 12:36
CREDO, QUE ABSURDO... SE NÃO TEM ONDE MORAR, POR QUE FORAM TER FILHOS? PRA GANHAR MAIS UM DOS AUXÍLIOS DO GOVERNO? DEPOIS EXIGEM ONDE MORAR, SAÚDE DE GRAÇA, EDUCAÇÃO DE GRAÇA, CRECHE, CESTA BÁSICA... EM VEZ DE ENGRAVIDAR, POR QUE NÃO VÃO TRABALHAR? TEM MUITO EMPREGO EM GASPAR PRA QUEM TEM VONTADE!
Raquel
17/08/2010 08:48
Eu gostaria de dizer para o povo Gasparense ao qual eu sim adotei como meu e como meu berço "sim" , que ja vivo aqui a mais de 20 anos e que não julgue pessoas que vem de fora , pois ja contribui muito por gaspar , sendo em impostos, nas empresas , nas escolas com ajudas comunitarias, cheguei sem casa e vivia de aluguel somente eu com 13 anos minha mãe e meu irmão de 6 anos e hoje temos casa , trabalho e uma boa condição, então estas pessoas que aí estão é porque não vieram para somar mas sim para se fazer de vitimas pois graças a Deus Gaspar tem trabalho sim ,basta querer, e se realmente quiserem conseguem manter seus filhos em creches que por sinal são muito boas onde os meus dois ficavam para eu trabalhar e poder manter minha familia tb , então acho correta a retirada deles sim , mas dizer que se deve fazer varredura do povo de fora generalizando num todo , tem muito gasparense aqui dentro safado, e vadio tb !
Marcos
17/08/2010 08:35
O aqui no Bela Vista está cheio.
Nicolas
17/08/2010 02:06
Só esqueceram de citar que no local foi fixado uma Bandeira do PT...
Estes e outros atos explicam o grande aumento de infrações,roubos,drogas etc...em Gaspar...e como foi citado são pessoas que vem de fora e acham que Gaspar é o berço para poder acolher a toda esta população...todos tem direito a moradia porém devem procurar tal solução em suas cidades de origem...
JA ESTA NA HORA DA PREFEITURA FAZER UMA VARREDURA NESTE PESSOAL E VALORIZAR MAIS QUEM É DESTA TERRA...
AOS POLITICOS QUE ANDAM VAGANDO E PEDINDO VOTOS VEJAM ESTAS SITUAÇÕES E DEÊM UM RETORNO CONVINCENTE AO POVO QUE É DE GASPAR.
CARLA
16/08/2010 22:12
Já pensou se todas as pessoas que "se dizem não ter onde morar" resolver invadir os terrenos dos outros, fica uma pergunta: moravam onde até sábado? E pior depois ficam todos os dias pedindo comida, roupa, dinheiro etc... nas nossas portas, nós moradores do Santa Terezinha estamos cansados disso e apoiamos a atitude da polícia e do poder público.
roberto basei
16/08/2010 19:44
Urbanização regional nem sempre demonstra desenvolvimento, precisa uma preparação para receber os imigrantes não manda-los de volta.
Espaço geográfico que recebem imigrantes tem atrativo, compete ao poder público à organização a infra-estrutura não pode ser paliativa.
Saneamento básico, saúde e educação, do contrário o gargalo na frente será muito grande dificilmente será contornado.
O que tem Gaspar que atrai tantas pessoas em busca de uma condição melhor? Tem industria (familiar) tem emprego, a tecnologia repele as pessoas do campo.
Sendo assim aqui é onde essas pessoas veem uma condição melhor, aqui tem um recomeçar, mas que não está sendo aproveitado não estão sendo acolhidos pelo que se ve na foto, é muito ao contrário, estão sendo agredidos estão sendo despejados novamente antes pelo avanço da industrialização do campo e agora a força.
Roberto Santos Moriele
16/08/2010 19:22
ISSO É FRUTO DO QUE O PT PLANTOU NO PRIMEIRO MANDATO DO ATUAL "PREFEITO". ASSIM COMO DECIO LIMA FEZ EM BLUMENAU, BUSCARAM ESSAS PESSOAS DE CAMINHÃO EM CIDADES DO OESTE CATARINENSE, PROMETENDO MORADIA E TRABALHO PARA QUEM VOTASSE NO "PT". ASSIM SURGIRAM A FAVELA DA MARINHA E A FAVELA ATRÁS DO CEMITÉRIO. O CURIOSO É QUE A PREFEITURA AGIU RÁPIDO AGORA, AO CONTRÁRIO DO QUE FEZ COM A FAVELA DO CEMITÉRIO, LOCAL QUE ERA PARA SER LIMPO E RESOLVERAM "LEGALIZAR" A ÁREA. COISAS QUE ACONTECEM NUMA CIDADE OUTRORA DE TRADIÇÃO E AGORA DE INVASÃO.

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