
O novo convênio entre o Hospital de Gaspar e a Prefeitura tem novos capítulos nesta semana. Segundo nota publicada pelo executivo, a prefeitura aguarda documentações e prestações de contas da parte do hospital para oficializar a nova parceria. O contrato autorizando o Município a conceder repasse social à entidade hospitalar, no valor de até R$262.150, durante até 12 meses, já havia sido sancionada pelo Prefeito Celso Zuchi.
O Executivo alega que nas prestações de contas apresentadas pelo hospital dos meses de janeiro, fevereiro e março já foram encontradas irregularidades na aplicação dos recursos pela Controladoria Interna do Município. ?Os trâmites realizados na Câmara de Vereadores e a sansão do prefeito fazem parte do curso normal dos processos protocolares.
"Agora, caso o hospital não apresente as devidas regularizações quanto, por exemplo, a prestação de contas e a escala de trabalhos de médicos, não será possível oficializar o novo convênio com o hospital?, afirma a secretária de Saúde Márcia Cansian.
De acordo Márcia, o hospital teve o prazo necessário para apresentar a sua defesa, por meio de notificações. ?Além disso, atualmente o hospital tem pendentes dois parcelamentos de dívida ativa. É importante ressaltar que o hospital teve prazo e direito de defesa para apresentar documentos que comprovassem a regularidade da aplicação dos recursos, baseada na Instrução Normativa do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina nº 14/2012?, frisa.
Hospital analisará questionamentos
A diretora-geral do hospital de Gaspar, Dilene Jahn Mello, foi ?surpreendida? com o texto da prefeitura, noticiando as possíveis irregularidades. ?Estranhei. É desanimador estarmos neste estágio. O contrato foi debatido e aprovado na Câmara de Vereadores e sancionado pelo prefeito. E só agora estes pontos são colocados. Por quê??, argumenta Dilene.
?Vamos sentar com calma para ler o texto do Executivo na íntegra para analisar o conteúdo com minha equipe jurídica e administrativa. Os resultados de nossa gestão estão expostos. As cirurgias estão aumentando, os médicos estão atendendo. São 2.600 atendimentos mensais, entre sala de parto e pronto-socorro?, declara Dilene.
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