Número de fumantes cai gradativamente no Brasil - Jornal Cruzeiro do Vale

Número de fumantes cai gradativamente no Brasil

02/09/2018
Número de fumantes cai gradativamente no Brasil

Você sabia que o cigarro pode causar mais de 50 doenças diferentes? Isso acontece por causa das mais de 4.700 substâncias tóxicas presentes no cigarro. Entretanto, algumas doenças são mais conhecidas, como, por exemplo, câncer de pulmão, de boca, e laringe; impotência sexual; infarto; AVC; enfisema pulmonar e bronquite.

Mesmo com todos esses perigos, o número de fumantes ao redor do mundo é muito alto. Dados de 2017 apontavam que, no Brasil, cerca de 19 milhões de pessoas consumiam tabaco regularmente. O maior índice de fumantes ficava em Porto Alegra, com 22,6%; e o menor em Maceió, com 7,8%. De acordo com um levantamento do Instituto Nacional de Câncer, o Inca, 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil por causa do uso do tabaco. Já a nível mundial, o tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos.

Apesar dos dados alarmantes, o Brasil tem um bom motivo para comemorar: o número de fumantes vem caindo no país com o passar dos anos. Segundo dados da OMS, no ano de 2000, quase 25% da população brasileira fumava. Em 2005, esse número caiu para 20,6%. E em 2016, chegou em 14%. Uma projeção da OMS aposta que esse declínio continue nos próximos anos e que, em 2025, pouco mais de 10% da população ainda vai fumar.

Parando de fumar

Os números apontam uma boa melhorar nos hábitos dos brasileiros. Porém, é preciso lembrar que parar de fumar não é uma tarefa fácil. Uma pesquisa feita pela Foundation for a Smoke-Free World mostrou que 83% da população está informada quanto aos malefícios do tabagismo. Entre os fumantes, 69% disseram que planejam parar de fumar; 72% que já tentaram, mas não obtiveram sucesso; e 57% informaram que que precisam de ajuda para perder o vício.

Hoje, o SUS oferece tratamento para quem deseja parar de fumar. São ofertados gratuitamente medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar e Bupropiona. Em Gaspar, cerca de 105 pessoas participam de Grupos de Tabagismo, que acontecem nas Unidades de Saúde do Centro; Bela Vista; Jardim Primavera; Gaspar Grande; Barracão; Sete de Setembro e no Belchior.

O enfermeiro especialista em saúde mental, Leonardo Silveira Alves, trabalha há sete anos no combate ao tabagismo em Gaspar e Blumenau. Ele diz que o tabagismo é considerado uma doença mental e uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde. “Ao falarmos do tabagismo ou do cigarro, estamos falando do maior assassino do planeta, pois ele sozinho é responsável por um número de mortes maior do que óbitos por HIV, malária, tuberculose, alcoolismo, causas maternas, homicídios e suicídios combinados. Sendo assim, responsável por um em cada dez óbitos de adultos”.

Tratamento

O especialista diz que o tratamento para o tabagismo é um tripé: terapia de grupo + reposição da nicotina através dos adesivos + tratamento medicamentoso com Bupropiona. “É claro que há histórias de vitórias e curas sem o uso destes tratamentos, porém, uma maior possibilidade de sucesso se encontra quando é possível aliar os três fatores”. 

Conscientização

Para ajudar ainda mais quem deseja parar de fumar, em 1986 foi instituído o ‘Dia Nacional de Combate ao Fumo’. Em 29 de agosto, diversas campanhas são feitas por todo o Brasil. Além disso, uma série de ações do Governo Federal visam alcançar a meta de redução de número de fumantes, como, por exemplo, a legislação antifumo que proibiu o consumo de cigarros e derivados em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado. 

 

Edição: 1866

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