As pedras estão na rua, a obra, porém, está parada. Há mais de um mês a situação é a mesma na Rua Prefeito Júlio Schramm, de acordo com Mário Schramm, 55 anos, empresário cujo empreendimento se localiza na via. ?Há muitas empresas nesta rua, e acredito que não sou o único empresário prejudicado. O movimento caiu na minha loja e tenho certeza de que nas outras o mesmo deve ter acontecido?. A rua localiza-se em paralelo a Avenida Francisco Mastela e abriga diversas empresas.
Mário considera que o que está acontecendo é uma falta de respeito por parte da empreiteira para com a comunidade. A causa da paralisação das obras? Um impasse entre Prefeitura e empreiteira.
A empresa parou o trabalho porque não recebeu a parte do pagamento que estava previsto no convênio. O dinheiro do convênio provém do Ministério das Cidades e o acesso a ele é feito através da Caixa Econômica Federal. A secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt, justifica que para conseguir retirar o dinheiro da Caixa e entregar à empreiteira é preciso fazer uma medição, porém, para isso, a obra deveria ter sido iniciada antes do período eleitoral, o que, de acordo com a secretária, não aconteceu. ?Eles sabiam que tinham prazo para iniciar as obras até o dia 19 de julho para que os recursos pudessem ser disponibilizados. Como a empresa não executou os serviços, o município não pode encaminhar a medição dos mesmos para a Caixa Econômica Federal?. Este prazo existe devido à lei eleitoral, que não permite que obras sejam iniciadas nos meses que antecedem as eleições.
A ordem de serviço foi assinada no dia 28 de junho e a empresa tem um prazo de cinco meses para finalizar a obra. Segundo Patrícia, a empreiteira deixou para iniciar as obras em uma data muito próxima ao dia 19 de julho, então choveu e a obra acabou por não começar antes da data estipulada como máxima.
A diretoria da empresa responsável pela obra, VIAPAV, de Balneário Camboriú, se manifestou declarando que as obras foram iniciadas em uma data próxima ao dia 12 de julho e que, durante duas semanas, trabalharam colocando material na rua. A diretoria confirmou que os trabalhos foram paralisados devido ao impasse do pagamento. Afirmou também que já investiram bastante na obra, colocaram o material e a medição não foi feita pela Prefeitura, e que não tem condições de continuar o serviço. Diante do impasse, há a possibilidade de a obra ficar parada até o fim de outubro e a situação continuar a mesma até o fim do período eleitoral. O valor total da obra é de R$563 mil e a extensão da rua é de 520 metros.
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