
Transtornos e indignação. Se a obra da passarela da conhecida ‘Ponte do Alvorada’ precisasse ser definida com apenas duas palavras, essas seriam as escolhidas. Paralisada desde a metade de maio, a obra causa incomodação aos pedestres, ciclistas e motoristas que precisam passar por um pequeno espaço que está em meia pista.
Gabriel Rodrigo Dagnoni mora no bairro Gasparinho e tem comércio na rua Itajaí. Ele passa cerca de 10 vezes por dia pela ponte e, principalmente em horários de pico, enfrenta grandes congestionamentos. “É uma irresponsabilidade por parte da prefeitura. A empresa falhou? Sim! Mas deveriam ter um ‘plano b’. Agora, quem sofre com essa situação é a população”, desabafa.
Além do trânsito enfrentado por motoristas como ele, Gabriel fala sobre a preocupação com os pedestres. “Cheguei até a presenciar pessoas em cima da passarela que está abandonada. É um perigo”.
A mesma realidade enfrentada por Gabriel é vivida por Miriam Torres, de 36 anos. Moradora do bairro Bela Vista, ela tinha a ponte como um local de passagem para chegar mais rápido ao seu trabalho, no bairro Sete de Setembro. “É um desgaste muito grande enfrentar o trânsito que se forma na ponte. Um não dá a vez para o outro. O que a empresa fez é um grande desrespeito com Gaspar. E agora, quem leva a culpa é a prefeitura”, opina.
Miriam chegou a morar por três anos na rua Itajaí. Neste período, ela esperou muito pela reforma da ponte. “Fiquei muito feliz quando a reforma foi iniciada e triste quando soube que a empresa não honrou o contrato. Não queremos que Gaspar entre nas estatísticas de construções de má qualidade, como acontece na região”.
A obra de implantação de uma nova passarela de pedestres na Ponte do Alvorada teve início no dia 26 de janeiro. Ela estava sendo executada pela Di Fatto Indústria e Comércio Ltda, com prazo de conclusão de dois meses.
No decorrer das obras, o trânsito ficou livre apenas para quem seguia sentido rua Itajaí – Centro. No sentido contrário, os motoristas eram orientados a passar pelo Binário da Parolli e entrar na rua Sete de Setembro.
Em maio, a prefeitura rescindiu o contrato com a empresa pelo não cumprimento das exigências técnicas previstas no edital e projeto e falta de adequações. Desde então, o trânsito do local está liberado para os dois sentidos, porém com a interdição de meia pista da ponte.
Como apenas a Di Fatto havia participado da licitação da obra, a prefeitura lançou a Tomada de Preços 11/2021 para contratar uma nova empresa para executar o serviço. A licitação aconteceu no dia 3 de agosto e a única participante foi a empresa VRS Serviços Eireli, que venceu o processo licitatório.
Inicialmente, a obra estava orçada em R$173.733.69. A Di Fatto recebeu R$ 8.724,90 e a nova licitação foi lançada no valor máximo de R$250.403,81. A VRS vai executar o serviço por R$246.448,80.
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