Quase dois anos após fraturar o calcâneo, osso do pé direito, Valmor Fernando Marquetti, 50 anos, ainda aguarda para conseguir uma cirurgia. O morador do bairro Gaspar Mirim está afastado do trabalho e ainda sofre com o inchaço no pé, que o impede de caminhar, mas ainda não sabe se vai conseguir realizar um procedimento cirúrgico.
A esposa de Valmor, Maria Elígia Andrietti, conta que após passar por consultas no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, chegou a pagar do próprio bolso para realizar exames radiológicos, que teriam indicado a necessidade de cirurgia. O casal foi orientado a procurar o Hospital Santa Isabel, em Blumenau, onde recebeu a confirmação de que a cirurgia só poderia ser feita em Gaspar.
Sem conseguir o procedimento e com o problema persistindo, Maria Elígia e Valmor voltaram a procurar o ortopedista do hospital de Gaspar, mas ficaram frustrados ao receber, na semana passada, um atestado informando que não haveria indicação cirúrgica para o caso. ?Paguei pelos exames e agora dizem que não há indicação cirúrgica? Será que se fosse particular o médico não faria a cirurgia??, questiona.
Novas consultas
Segundo a direção de enfermagem do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Valmor recebeu atendimento quando sofreu a fratura e depois teve consultas agendadas com um ortopedista. A não indicação para cirurgia teria sido uma decisão médica. A equipe ressalta que o foco dos atendimentos no hospital são os casos de urgência e emergência, mas aponta duas possibilidades para Valmor. ?Ele pode tentar um novo agendamento conosco ou, ainda melhor, procurar o ortopedista contratado recentemente pela rede municipal de saúde para uma segunda avaliação?, sugere uma profissional da equipe de enfermagem. A diretora do hospital, Dilene Jahn Melo Santos, comprometeu-se a buscar mais informações sobre o caso.
Maria Elígia e Valmor destacam que também procuraram os serviços da rede municipal. Na Secretaria de Saúde, segundo informações da equipe interna, Valmor está desde o final do ano passado na espera por dois exames de ecodoppler e uma consulta com ortopedista. O caso foi classificado pelos médicos como brevidade, o que costuma resultar em prazos de 30 dias para os procedimentos.
![]() |
![]() |
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).