Na quarta-feira da última semana, Esvalda Cardoso, 31 anos, precisou levar a filha de um ano e um mês ao pronto-atendimento do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Gaspar. Segundo a mãe, a menina apresentava 39 graus de febre e a unidade de saúde de sua localidade, onde a criança já havia feito exames, estava fechada. No entanto, após ficar pouco mais de duas horas esperando por atendimento, Esvalda decidiu levar a filha de volta para casa sem ter uma avaliação médica. ?Casos mais urgentes vão chegando e a gente fica para trás. Mas uma criança com 39 de febre não é urgente??, questiona. O gestor do hospital, Fabiano Amorim, explica que a instituição segue o Protocolo de Manchester, que prioriza emergências e politraumas. ?É feito o acolhimento de todo paciente, mas se a criança está só com febre e não apresenta outros sintomas, como dificuldade de respirar, não há risco de morte. Esses casos podem esperar até quatro horas, segundo o protocolo, que é um padrão internacional. Para esses casos, os pacientes também contam com as unidades de saúde?, argumenta.
Edição 1624
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