
O Papa Emérito Bento XVI morreu neste sábado, dia 31 de dezembro, aos 95 anos. Pelas redes sociais, o perfil de notícias do Vaticano informou que a morte aconteceu às 9h34 (5h34 no horário de Brasília), no Mosteiro Mater Ecclesiae.
A saúde de Bento XVI vinha piorando nos últimos tempos. No dia 30 de dezembro, o Vaticano chegou a emitir um comunicado informando condição grave, com atenção médica constante.
O corpo do Papa Emérito estará na Basílica de São Pedro para saudação dos fiéis a partir de segunda-feira, dia 2 de janeiro.
*Informações de franciscanos.org.br:
Nascido em 1927, filho de um gendarme, em uma família simples e muito católica na Baviera, Joseph Ratzinger foi um protagonista na Igreja do século passado. Ordenado sacerdote junto com seu irmão Georg em 1951, tornou-se doutor em teologia dois anos mais tarde e em 1957 recebeu a licença para ensinar como professor de teologia dogmática. Ele ensinou em Freising, Bonn, Münster, Tübingen e, por fim, em Regensburg. Com ele falece o último dos Pontífices pessoalmente envolvidos nos trabalhos do Concílio Vaticano II.
Como um teólogo muito jovem e já estimado, Ratzinger havia acompanhado de perto a assembleia como um especialista do cardeal Frings de Colônia, que estava próximo à ala reformista. Ele estava entre aqueles que criticaram fortemente os esquemas preparatórios feitos pela Cúria Romana, mais tarde varridos pela decisão dos bispos.
Histórico
Paulo VI o nomeou arcebispo de Munique em 1977, aos 50 anos de idade, e algumas semanas mais tarde o criou cardeal. Em novembro de 1981, João Paulo II confiou-lhe a condução da Congregação para a Doutrina da Fé. A obra mais importante é certamente o novo Catecismo da Igreja Católica, um trabalho que durou seis anos e que viu a luz em 1992.
Após a morte de João Paulo II, o conclave de 2005 chamou para sucedê-lo em menos de 24 horas um homem já idoso – ele tinha 78 anos de idade – universalmente estimado e respeitado até mesmo por seus oponentes. Da sacada da Basílica de São Pedro, Bento XVI se apresentou como “um humilde trabalhador na vinha do Senhor”. Alheio a qualquer protagonismo, ele disse que não tem “programa”, mas quer “ouvir, com toda a Igreja, a palavra e a vontade do Senhor”.
Inicialmente tímido, ele não renunciou a viajar: seu pontificado também será itinerante como o de seu antecessor. Um dos momentos mais comoventes foi a visita a Auschwitz em maio de 2006, com o Papa alemão dizendo: “Em um lugar como este, as palavras falham, só um silêncio perplexo pode permanecer – um silêncio que é um grito interior a Deus: Por que pudeste tolerar tudo isso?” 2006 é também o ano do caso Regensburg, quando uma frase antiga sobre Maomé, que o Pontífice cita sem fazer sua na universidade onde foi professor, é instrumentalizada e desencadeia protestos no mundo islâmico. Desde então, o Papa multiplicará seus sinais de atenção em relação aos muçulmanos. Bento XVI enfrenta viagens difíceis, se confronta com a secularização galopante das sociedades descristianizadas e a dissidência dentro da Igreja. Ele celebra seu aniversário na Casa Branca junto com George Bush Jr. e alguns dias depois, em 20 de abril de 2008, reza no Ground Zero abraçando os parentes das vítimas do 11 de setembro.
Em fevereiro de 2013, após quase oito anos, Bento XVI pego a todos de surpresa quando fez a leitura de uma declaração em latim anunciando sua renúncia.

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