O projeto de revitalização do Morro do Baú, em Ilhota, ganhou um capítulo importante na última semana. Uma reunião na sede da Fundação do Meio Ambiente, Fatma, em Florianópolis, marcou a assinatura do convênio que garante recursos para a aquisição da área, que hoje pertence ao Herbário Barbosa Rodrigues, de Itajaí, e depois de adquirido pela Fatma deve ser repassado à Prefeitura de Ilhota. Participaram do encontro o prefeito Daniel Bosi, o superintendente da Fatma, Alexandre Wlatrich Rates, o representante do Herbário Barbosa Rodrigues, Ademir Reis, o secretário de Turismo de Ilhota, Miro Santos, o assessor de Planejamento, João Roberto Vieira, e o diretor da Fatma, Arno Gesser.
Na avaliação do secretário de Turismo, esse foi o passo mais importante para a criação do Parque Natural do Morro do Baú desde 2008, quando o local foi castigado pela catástrofe natural. ?Ainda há muito a se fazer, mas acredito que a etapa mais difícil, que era a aquisição do terreno, está prestes a ser superada?, ressalta.
Com a assinatura do convênio, segundo o prefeito Daniel Bosi, a Fatma se compromete a efetuar a compra da área de preservação com recursos de compensação ambiental. Para isso, porém, o município precisará apresentar um projeto de lei criando o Parque Natural do Morro do Baú e um plano de trabalho, que inclui o cronograma físico e financeiro para a implantação do parque. A Prefeitura de Ilhota tem um prazo de 90 dias para cumprir essas duas etapas.
?Não tem mais volta. Os recursos já estão garantidos e a partir do momento em que apresentarmos o projeto de lei e o plano de trabalho a área será adquirida. O Herbário (Barbosa Rodrigues, atual proprietário) apresentou uma carta de intenção de venda e também apoia a negociação, porque eles não têm condições de manter o espaço. Mas eles vão continuar acompanhando, assim como a Fatma, que apesar de repassar a área ao município vai oferecer todo o apoio técnico para criar o parque?, afirma Bosi.
A aquisição do Morro do Baú não teve valores confirmados, mas ficaria entre R$ 550 mil e R$ 600 mil. A origem da verba seriam recursos de compensação ambiental de uma empresa de Itajaí. No entanto, a Prefeitura de Ilhota ainda busca os recursos de compensação da duplicação da BR-470 para ajudar elaboração do plano e na criação do parque.
Edição 1605
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