Picada de aranha se transforma em dor de cabeça para moradora do Santa Terezinha - Jornal Cruzeiro do Vale

Picada de aranha se transforma em dor de cabeça para moradora do Santa Terezinha

01/04/2016
Picada de aranha se transforma em dor de cabeça para moradora do Santa Terezinha

Uma picada de aranha se transformou em uma grande dor de cabeça para uma moradora do bairro Santa Terezinha. Há três semanas, Ana Paula da Costa, 22 anos, foi surpreendida com uma picada de uma aranha-marrom enquanto estava no sofá de casa. Horas depois, já com febre e dor na perna atingida, ela procurou o pronto-atendimento do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Ana Paula afirma ter sido medicada com clenazepam e diazepam, relaxantes musculares que naquele dia pouco contribuíram com a recuperação. Sem melhora no quadro, ela procurou o PA mais duas vezes, nos dias 23 e 27 de março. Nas duas vezes, ela diz ter sido atendida por médicos diferentes, que receitaram medicamentos distintos e que não estão disponíveis na rede municipal de saúde. “Eles só me disseram que não têm esses remédios. Mas cada vez é uma receita diferente, já nem sei que tipo de remédio eu deveria tomar”, queixa-se Ana.

Enquanto a medicação não acontece, as feridas da picada seguem abertas e prejudicando o dia a dia de Ana Paula. “Não posso parar meu serviço, então tenho que trabalhar com a perna levantada o tempo todo, sem contar a dor, porque prejudica a circulação”, afirma a moradora, que trabalha com confecção em casa.

O que diz o hospital

Procurada pela reportagem, a administração do hospital alegou que Ana Paula sempre foi atendida nas vezes em que esteve na instituição e que, embora os médicos tentem padronizar os medicamentos com os disponíveis na rede municipal, às vezes os profissionais indicam remédios fora da lista do SUS. “O tratamento para o caso dela é com antibiótico, e antibiótico só é oferecido na internação, que não era o caso dela. Como ela não se medicou nesse tempo, o caso se agravou. Por isso fizemos contato com a Secretaria de Saúde e pedimos que uma equipe da unidade de saúde do bairro dela a procurasse para adequar consulta e medicação. A última informação que tive é de que ela estava aguardando atendimento no CAR. Mas no tocante ao hospital, ela sempre foi atendida e saiu com as receitas quando esteve aqui”, afirma o administrador Giovani Bernardi.

 

 
Edição 1743

Comentários

Bruno
01/04/2016 11:49
Que despreparo é este do Hospital/Médicos?!!!!!!!!!!
A picada de aranha marrom é uma das mais perigosas e dependendo da demora do atendimento e condições do paciente pode levar a óbito!!!!!!!! Pq esta moça não recebeu o soro e continua aguardando atendimento?!!!!!!!!!!! Que falta de conhecimento é este?!!!!! Quanta irresponsabilidade!!!!! Esta moça corre um sério risco e ninguém, faz nada!!!!!!! Espero que alguém da Secretaria de Saúde tome as providências urgentes com relação a este caso. É inadmissível que profissionais Médicos deste nível estejam atendendo em hospitais! É um verdadeiro descaso!!!!!!!

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.