Poluição em ribeirão do Belchior Baixo mata peixes e preocupa agricultores - Jornal Cruzeiro do Vale

Poluição em ribeirão do Belchior Baixo mata peixes e preocupa agricultores

26/09/2018
Poluição em ribeirão do Belchior Baixo mata peixes e preocupa agricultores

Dezenas de peixes mortos, água com coloração turva e escura, mau cheiro e espuma na água. Essas são algumas características do Ribeirão Belchior, localizado no bairro Belchior Baixo, que corta a propriedade de cinco agricultores e irriga as plantações de arroz.

De acordo com o agricultor José da Silva, a situação é a mesma há quase três anos. Porém,há alguns meses, a poluição nas águas do ribeirão está acontecendo com mais frequência. "No começo, a sujeira aparecia durante o dia. Mas, de um tempo pra cá, estão soltando à noite e com mais frequência”, conta

A suspeita dos moradores é de que uma das empresas da localidade esteja despejando seus dejetos no ribeirão sem fazer o tratamento adequado. Segundo o agricultor Eduwirgem Luiz Pamplona, a comunidade já procurou a superintendência de Meio Ambiente da prefeitura. Mas, até o momento, nada foi feito. "O pessoal do meio ambiente já viu o ribeirão umas três vezes. Parece que já sabem quem está fazendo isso, mas não tem provas para confirmar”, diz Eduwirgem, afirmando que a Polícia Ambiental também já examinou o local e não deu um retorno aos moradores.

Enquanto a água do ribeirão segue em colocação escura e com peixes mortos, o agricultor José da Silva lembra dos tempos em que a água era límpida. "Há us anos, tomávamos água desse valo enquanto estávamos trabalhando nas arrozeiras. Hoje, não dá nem pra lavar a mão, de tanta poluição. Temos preocupação também com as plantações de arroz. Não sabemos o que tem nessa água. Se está matando os peixes, coisa boa não deve ser”.

O que diz a prefeitura 

De acordo com o fiscal da superintendência do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Janeo Corrêa, os órgãos competentes estão cientes dos problemas encontrados no ribeirão Belchior. “Até o momento, não pegamos em flagrante o infrator, o que dificulta e atrasa o trabalho do Meio Ambiente e da Polícia Ambiental”, justifica.



 

 

Edição 1870
 

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