
Os moradores de Ilhota também sentem na carne os efeitos da crise política e econômica que atinge todo o país. A Ponte de Ilhota é uma das obras que permanece com as obras praticamente paralisadas, à espera de recursos e de um consenso entre governo federal, responsável por custear 80% da obra, e estadual, que arca com os 20% restantes.
Segundo o assessor de Planejamento da Prefeitura de Ilhota, João Roberto Vieira, as obras estão paradas há cerca de 90 dias em razão de um impasse entre o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre, Dnit, que representa o governo federal, e o governo do Estado. De acordo com o assessor, o Dnit vinha exigindo documentos e comprovantes do último pagamento da contrapartida do Estado, de aproximadamente R$ 1,5 milhão, que já foi feito pelo Estado. Outra pendência era a aprovação da parte terrestre do projeto, no acesso à ponte pela margem direita, o que também já teria sido feito pelo Dnit.
Uma reunião na quarta-feira, dia 21, no Dnit, em Brasília, iniciou a avaliação dos últimos documentos enviados pelo Estado. A avaliação deve ser concluída até esta sexta-feira, dia 23. Segundo o deputado estadual Jean Kuhlmann, que acompanha de perto a obra, uma reunião entre o governador Raimundo Colombo e a presidente Dilma Rousseff teria definido que o Dnit faria a liberação dos R$ 6 milhões referentes à parcela atual até a primeira quinzena de novembro. Isso desde que a documentação contábil seja aprovada pelo Dnit na reunião desta sexta. “Se isso realmente se confirmar, a empresa deve retomar os trabalhos e a obra não deve mais parar”, pontua. Depois desta liberação ainda será necessário ao menos mais um repasse final para a conclusão da ponte.
Atualmente, segundo João Roberto, cerca de 80% da obra está concluída.
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