Pontes de madeira: alerta na hora da travessia nos bairros - Jornal Cruzeiro do Vale

Pontes de madeira: alerta na hora da travessia nos bairros

27/09/2015
Pontes de madeira: alerta na hora da travessia nos bairros

Pontes de madeira volta e meia são motivos de transtornos para motoristas e moradores da região que dependem dessas travessias. É comum encontrar relatos dos próprios moradores de que as pontes de madeiras deveriam ter vigas mais resistentes, com corrimões, para garantir uma maior  segurança aos pedestres e motoristas que transitam nesses locais. ?Às vezes um remendo improvisado coloca em risco os pedestres e motociclistas e motoristas de carros e caminhões. Tenho visto mais manutenção nas pontes de madeira daqui do bairro, mas precisamos sempre ficar atentos em benefício de nossa própria segurança?, conta o morador do Gaspar Alto Pedro Mendes, de 65 anos.

Para Dionísio Dias, também morador do Gaspar Alto, antigamente se costumava pegar caminhos alternativos mais longos para não encarar pontes de madeira precárias. ?Melhorou, mas dá para avançar ainda mais quanto às condições das pontes de madeira. Em dias de chuva, é complicado atravessar?, afirma o representante comercial que costuma transitar de carro e moto pelo bairro.  

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Caso recente

Devido à calamidade de 2008 provocada pelas enchentes, muitas pontes de madeira foram destruídas e reconstruídas. Em julho deste ano, um caminhão carregado de macadame caiu de uma ponte na rua José Schmitz Sobrinho, no bairro Belchior Alto. O caminhão  transportava material para a própria prefeitura de Gaspar, que faria melhorias no trecho da via. Segundo moradores, na época, quatro caminhões passaram em seguida sobre a ponte de madeira. Os três primeiros conseguiram passar, mas quando o quarto fazia a travessia, a ponte ruiu. 

De acordo com dados da superintendência do Belchior, atualmente há aproximadamente seis pontes de madeira na região. ?Infelizmente o peso permitido, que varia de 10 a 15 toneladas em pontes de madeira, não é respeitado. Por isso, a manutenção precisa ser constante, assim como a colocação de sinalização de peso. Estamos, por exemplo, aumentando a quantidade nas pontes, de seis para sete?, conta o superintendente do Belchior Rui Carlos Deschamps.

Motoristas precisam fazer a sua parte, observa secretário  


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O secretário de Transportes e Obras, Lovídio Bertoldi, avisa que a manutenção em pontes de madeira ainda existentes em Gaspar é realizada em um intervalo de aproximadamente três a quatro meses. De acordo com Lovídio, regiões como Gaspar Alto, Belchior, Bateias, Barracão têm um número maior de pontes de madeira devido às ruas de estrada de chão, caracterizadas por áreas rurais. ?Estamos fazendo nossa parte procurando fazer uma manutenção preventiva?, frisa Lovídio.

Ainda segundo o secretário, a população precisa avisar a secretaria de possíveis motoristas que transitam pelas pontes com um peso acima do bom senso para cruzar as travessias. ?Temos moradores nos bairros que nos avisam também quando alguma ponte precisa de conserto e manutenção. A população precisa ficar atento quanto a motoristas desrespeitosos, especialmente de caminhões, quanto à imprudência de passar por uma ponte de madeira com peso acima do razoável. Risco de acidentes sempre vão ter, por isso a importância de os motoristas terem prudência?, afirma. 

Em Gaspar, as pontes, assim como as estradas, recebem as melhorias conforme a necessidade. Manutenções relacionadas à pintura e sinalização são responsabilidade da Diretoria de Trânsito, já os reparos relacionados à estrutura são feitos pela Superintendência do Belchior nas pontes localizadas nos bairros Arraial D?ouro e Belchior e pela Secretaria de Transporte e Obras nas pontes que ficam em outros bairros.

Dicas

- Ficar atento ao excesso de peso, que varia de 10 a 15 toneladas
- Os pedestres devem redobrar o cuidado, em especial quando estiverem acompanhadas de crianças
- A população deve informar a Secretaria de Obras caso haja desrespeito por parte dos motoristas
- Se o veículo não couber no pontilhão ou forem percebidas falhas estruturais, não arriscar travessia.


Edição 1717
 

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