
Um requerimento protocolado pelo vereador Francisco Solano Anhaia (MDB) levou o secretário de Saúde de Gaspar, Junior Hostins; o diretor administrativo do Hospital de Gaspar, Alan vieira; e o presidente da Comissão Interventora do hospital, Marcos Roberto da Cruz; à Câmara de Vereadores para apresentarem o balanço financeiro da casa de Saúde. A apresentação das contas de 2021, 2022 e primeiro trimestre de 2023 aconteceu na tarde de quinta-feira, dia 11 de maio.
Há semanas, o vereador Dionísio Bertoldi (PT) vem mostrando na Câmara de Gaspar comparativos entre o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Gaspar; e o Hospital Beatriz Ramos, de Indaial; que possuem estruturas semelhantes. Utilizando números de 2021, o petista afirma que Indaial atende mais pacientes com menos investimentos.
A situação levou o vereador Chico Anhaia a protocolar um requerimento solicitando a prestação de contas do Hospital de Gaspar. “A maioria dos números não condizem com a realidade, por isso convoquei os gestores para apresentarem a prestação de contas. Nosso único hospital não pode ser alvo de disputa política”.
Conforme a apresentação, o ano de 2021 não deve ser utilizado como parâmetro para o comparativo porque trata-se de ano de pandemia, onde houve grande repasse de recursos dos governos estadual e federal e investimento menor por parte do município. Dados apresentados pela prefeitura apontam que de janeiro a novembro de 2022, o Hospital de Gaspar teve uma despesa total de R$34.571.441,80; enquanto o valor do Hospital de Indaial ficou em R$35.702.973,90 no mesmo período. Isso representa uma diferença de R$1.131.532,10, sendo maior o número de Indaial.
Outro comparativo mostra o número de atendimentos realizados nos dois hospitais entre janeiro e setembro de 2022. Enquanto o Hospital de Gaspar realizou 46.388, o Hospital de Indaial prestou 39.577 atendimentos. A apresentação comparou também o número de exames de imagem (20.165 em Gaspar e 22.711 em Indaial) e internações (3.679 em Gaspar e 3.480 em Indaial).
A apresentação foi liderada pelo secretário de Saúde, Francisco Hostins Junior. “A prestação de contas do hospital é uma obrigação. É um valor considerável investido para manter os serviços médicos, de enfermagem, laboratório, UTI, Centro Cirúrgico... e nada mais justo do que apresentar todo este processo: como funciona, o que se gasta, onde se investe, porque custa tanto. E também mostrar que os valores são investidos na saúde da população com muita transparência. Essa prestação de contas demonstra transparência”, disse Hostins.


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