
‘Levar ou não meu filho para receber a vacina contra o coronavírus?’. Principalmente nos últimos dias, esta tem sido a pergunta mais frequente feita por pais ou responsáveis por crianças de cinco a 11 anos. E, conforme mostram dados da vacinação, a maior parte tem optado pelo ‘não’ como resposta.
Seguindo o ritmo das demais cidades de Santa Catarina, Gaspar vem registrando uma baixa procura pela vacina neste público alvo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020 mostram que Gaspar possui mais de 6.500 crianças com esta idade. Até o momento (entre 19 e 26 de janeiro), 413 crianças foram vacinadas na cidade.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde Jiceli Petró, a justificativa para esta realidade é a desconfiança dos pais em relação à eficácia e aos efeitos da vacina nas crianças. “Muitos estão esperando para ver se os vacinados terão ou não reação”, afirma.
Ana Claudia Schramm é uma das mães que optou por não vacinar a filha. “Parece que sou egoísta por pensar assim, já que eu tomei as duas doses da vacina. Mas analisado tudo o que se fala sobre a vacina infantil, estou com medo. Fico pensando se vacinar para fazer o bem e isso acabar se transtornando em algo ruim para ela”.
Maria Rosa Deschamps também não levou a filha de sete anos para receber a vacina. “Ainda tenho muitas dúvidas, por isso preferi esperar para ver se realmente essa vacina é confiável. Essa é uma decisão difícil e acredito que cada pai e mãe deve pensar bem antes de uma escolha tão importante para a saúde do seu filho”.
Assim como Ana e Maria, Graciele Aparecida dos Santos P. Carvalho preferiu esperar antes de vacinar sua filha de cinco anos e 10 meses. “Para ser sincera, tenho medo de vacinar meus filhos agora justamente pela vacina ter passado por poucos testes”.
Paralelo à resposta da maioria dos gasparense, Eder Batista, morador do bairro Margem Esquerda, disse ‘sim’ para a vacina para as crianças. Ele tem duas filhas, de cinco e nove anos, que já foram vacinadas. “Na minha opinião, se a vacina está aí, temos que tomar. Antes de começar a vacinação em massa, quantas pessoas víamos contrair o vírus e morrer. Agora temos bastante casos, mas graças as vacinas não estamos vendo mortes”, opina.
Luciana Baron de Souza e Silva é mãe de um jovem de 18 anos e de duas crianças gêmeas, de 10 anos. Ela também é a favor da vacinação para todas as faixas etárias. “Para tirar minhas dúvidas, pedi orientação ao pediatra que cuidou deles desde pequenos e conversei com parentes e amigos que moram na Europa. Também segui meu coração, priorizando a saúde deles. Sabemos que as vacinas geram reações adversas e com essa não seria diferente. Por ser uma vacina muito esperada, acho normal as pessoas terem dúvidas e opiniões diferentes. E isso temos que respeitar, pois estamos falando da saúde dos nossos filhos”.
Em Gaspar, qualquer criança entre cinco e 11 anos (com ou sem comorbidade) pode receber a vacina contra o coronavírus. A aplicação acontece no Centro de Convivência do Idoso, no bairro Coloninha. É necessário apresentar CPF, identidade com foto, comprovante de residência e estar acompanhado dos pais ou responsáveis.

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