
Por jornalista Franciele Back
Um grupo de mulheres artesãs do distrito Belchior decidiu doar um pouco do próprio tempo para ajudar outras famílias. Na sala da costureira Elair Schluga, no Belchior Alto, elas confeccionam travesseiros personalizados para crianças em tratamento de câncer que estão internadas nos hospitais da região. Moldados com retalhos de diferentes tecidos, a almofada ganha cor e forma nas mãos das voluntárias e se transformam nas ‘Naninhas do Bem’, nome carinhosamente dado ao projeto.
Conforme explica a coordenadora do grupo de Gaspar, o trabalho começou a ser desenvolvido em Blumenau e se expandiu para outros municípios. “Quem idealizou este trabalho foi a minha amiga Carla Baloni, que faz as naninhas na cidade vizinha. Essa parceria ajuda na expansão do projeto, que tem como único objetivo o trabalho em conjunto para trazer o sorriso das crianças”, explica Elair.
O grupo é composto hoje por dez mulheres que se reúnem semanalmente para costurar as naninhas. Desde setembro de 2017, quando o projeto foi iniciado em Gaspar, mais de 230 almofadas já foram produzidas. Além das naninhas serem entregues para crianças em tratamento de câncer, algumas peças também já foram disponibilizadas aos abrigos e instituições. “Já foram entregues as naninhas nos hospitais de Blumenau e também na a Apae de Gaspar e no abrigo Casa Lar”.
Além das voluntárias que confeccionam as naninhas, existem também aqueles que doam materiais ou recursos financeiros para que a produção não pare. Segundo Elair, a ideia é ampliar o projeto para outras cidades, mas isso só será possível quando voluntários de outros municípios conhecerem e aderirem o Naninhas. “O projeto é feito com amor, dedicação e doação de tempo. Queremos ajudar o próximo, tornar a nossa cidade e tantas outras, um lugar mais humano. A participação da comunidade é extremamente importante para que isso aconteça”.
Para ser um voluntário do projeto ou fazer doações, você pode entrar em contato com a Elair pelo telefone (47) 98452-1622. A coordenadora lembra, ainda, que para ajudar na produção das naninhas não é preciso saber costurar. “Tem voluntárias que só colam os tecidos, outras que só colocam enchimento e tem as que apenas costuram as orelhinhas e olhos na almofada. No projeto, a pessoa fica livre para ajudar como for. O importante é colaborar”.
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