
Rejeitada. Esta é a resposta dos servidores de Gaspar para a proposta do Executivo Municipal de transformar o auxílio alimentação em prêmio assiduidade. A decisão foi tomada na noite de segunda-feira, dia 10 de setembro, em assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Gaspar (Sintraspug), que lotou o auditório da faculdade Unicesumar.
De acordo com a presidente do Sintraspug, Lucimara Rozanski Silva, a grande participação dos servidores impressionou a diretoria do sindicato. “Tivemos um número expressivo de participantes: cerca de 140 servidores. O que mais impressionou foi que todos foram decididos em rejeitar a proposta. Os servidores entendem que não é hora de recuar. É o momento de solicitar e confirmar que queremos o auxílio em pecúnia , com contribuição”, afirma.
Ainda segundo a presidente, transformar o auxílio alimentação em prêmio assiduidade não vai gerar economia ao município, conforme argumentos da prefeitura. “É uma suposta economia que não mostra dados esclarecedores. É uma forma de distorcer os fatos, não de economizar. Os servidores consideram este um ato de retirada de direito, não de economia”.
Conforme previsão do Sintraspug, até quarta-feira, dia 12 de setembro, a prefeitura deve ser notificada da decisão da assembleia. Até o momento, o sindicato não tem agendada uma nova assembleia para discutir o assunto com os servidores. “Vamos primeiro conversar com o governo para, depois, decidir sobre uma nova assembleia. Nossa sugestão é de que o Executivo aguarde a decisão do Tribunal de Contas, que pode dar um parecer favorável ao governo ou ao sindicato”.
Após Prefeitura de Gaspar mudar a forma do pagamento do auxílio alimentação dos servidores para cartão, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) passou a dar mais atenção ao assunto. O órgão pediu que a mudança fosse feita na forma da lei específica e, então, o Executivo entregou uma nova proposta ao Sintraspug, propondo que o valor fosse denominado de ‘prêmio assiduidade’.
A mudança na forma do pagamento do valor estava prevista para iniciar em setembro. Agora, os servidores aguardam uma nova manifestação por parte da prefeitura.
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