Uma indicação apresentada pela vereadora Ivete Mafra Hammes (PMDB) na sessão desta semana da Câmara propõe melhorias na forma de distribuição de medicamentos de uso contínuo entre as unidades do programa Estratégia de Saúde da Família, ESF, instaladas nos bairros de Gaspar.
Segundo a vereadora, em alguns casos os pacientes não encontram os medicamentos nas unidades de saúde dos bairros e precisam se deslocar até a Farmácia Básica, situada ao lado do Posto de Saúde do Centro. ?Na maioria dos casos há medicamento, mas ele apenas não está disponível na unidade de saúde dos bairros. Sabemos que há pacientes de bairros distantes e que têm dificuldades para se deslocar até o Centro para conseguir seus remédios?, explica.
Entre os bairros que já registraram esse tipo de situação estariam Gaspar Grande, Bela Vista e Belchior. Diante da situação, a parlamentar sugere que a Secretaria de Saúde amplie a frequência de entrega de medicamentos de uma vez por mês para a cada 10 ou 15 dias. ?Já que os medicamentos estão disponíveis, é importante que a reposição nas unidades dos bairros seja mais constante?, defende a vereadora.
Segundo a secretária de Saúde, Márcia Cansian, as medicações de alto custo ou as controladas, que são fornecidas apenas com receita médica, só podem ser entregues apenas na Farmácia Básica do Centro. Além disso, nos casos em que atrasos de fornecedores comprometem a quantidade de medicamentos em estoque, as unidades de saúde de bairros mais afastados são priorizadas, enquanto os pacientes de ESFs mais próximos são orientados a buscar os remédios no Centro. ?Nos demais casos, quando ocorre aumento na procura pelos medicamentos a distribuição é feita mais de uma vez por mês sem qualquer problema?, defende a secretária.
Márcia destaca ainda a opção do programa Farmácia Popular para a retirada de medicamentos de atenção básica e acrescenta que o município está em negociação com a Furb para implantar um sistema de controle de retirada de medicamentos. Com ele seria possível criar um cadastro dos usuários crônicos e mapear datas e quantidades retiradas pelos pacientes. ?Dessa forma ficará mais fácil controlar o estoque e a distribuição nas unidades de saúde?, assegura.

Em domicílio
Ainda no ano passado, uma indicação da vereadora Andreia Zimmermann Nagel propôs que o município criasse um sistema de entrega de medicamentos em domicílio, visando atender pessoas com deficiência ou idosos. A secretária de Saúde alega que não seria função dos agentes de saúde fazer a entrega dos medicamentos, como era sugerido na proposta, mas afirma que o município já fez a habilitação para o programa ?Melhor em casa?, que consiste em visitas de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas durante o tratamento de pessoas acamadas. ?Esse programa oferece um atendimento de internação domiciliar para pacientes e também envolve a entrega de tratamento medicamentoso. Seria uma proposta alternativa, já que a entrega de remédios por si só fugiria às funções dos agentes de saúde?, argumenta Márcia.
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