Proposta quer aprimorar distribuição de remédios na cidade - Jornal Cruzeiro do Vale

Proposta quer aprimorar distribuição de remédios na cidade

06/03/2014

fotocapaopo1colorGG.jpgUma indicação apresentada pela vereadora Ivete Mafra Hammes (PMDB) na sessão desta semana da Câmara propõe melhorias na forma de distribuição de medicamentos de uso contínuo entre as unidades do programa Estratégia de Saúde da Família, ESF, instaladas nos bairros de Gaspar.

Segundo a vereadora, em alguns casos os pacientes não encontram os medicamentos nas unidades de saúde dos bairros e precisam se deslocar até a Farmácia Básica, situada ao lado do Posto de Saúde do Centro. ?Na maioria dos casos há medicamento, mas ele apenas não está disponível na unidade de saúde dos bairros. Sabemos que há pacientes de bairros distantes e que têm dificuldades para se deslocar até o Centro para conseguir seus remédios?, explica.

Entre os bairros que já registraram esse tipo de situação estariam Gaspar Grande, Bela Vista e Belchior. Diante da situação, a parlamentar sugere que a Secretaria de Saúde amplie a frequência de entrega de medicamentos de uma vez por mês para a cada 10 ou 15 dias. ?Já que os medicamentos estão disponíveis, é importante que a reposição nas unidades dos bairros seja mais constante?, defende a vereadora.

Segundo a secretária de Saúde, Márcia Cansian, as medicações de alto custo ou as controladas, que são fornecidas apenas com receita médica, só podem ser entregues apenas na Farmácia Básica do Centro. Além disso, nos casos em que atrasos de fornecedores comprometem a quantidade de medicamentos em estoque, as unidades de saúde de bairros mais afastados são priorizadas, enquanto os pacientes de ESFs mais próximos são orientados a buscar os remédios no Centro. ?Nos demais casos, quando ocorre aumento na procura pelos medicamentos a distribuição é feita mais de uma vez por mês sem qualquer problema?, defende a secretária.

Márcia destaca ainda a opção do programa Farmácia Popular para a retirada de medicamentos de atenção básica e acrescenta que o município está em negociação com a Furb para implantar um sistema de controle de retirada de medicamentos. Com ele seria possível criar um cadastro dos usuários crônicos e mapear datas e quantidades retiradas pelos pacientes. ?Dessa forma ficará mais fácil controlar o estoque e a distribuição nas unidades de saúde?, assegura.

fotopg5abrecolorGG.jpg

Em domicílio

Ainda no ano passado, uma indicação da vereadora Andreia Zimmermann Nagel propôs que o município criasse um sistema de entrega de medicamentos em domicílio, visando atender pessoas com deficiência ou idosos. A secretária de Saúde alega que não seria função dos agentes de saúde fazer a entrega dos medicamentos, como era sugerido na proposta, mas afirma que o município já fez a habilitação para o programa ?Melhor em casa?, que consiste em visitas de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas durante o tratamento de pessoas acamadas. ?Esse programa oferece um atendimento de internação domiciliar para pacientes e também envolve a entrega de tratamento medicamentoso. Seria uma proposta alternativa, já que a entrega de remédios por si só fugiria às funções dos agentes de saúde?, argumenta Márcia.


Edição 1568

Comentários

Flávio de Souza
09/03/2014 13:40
Referente a gestão e previsão para não haver falta de medicamentos a farmácia faz sim a previsão, no entanto Sr. João da Silva, o aumento de consumo de medicamentos aumenta significativamente, mas esse aumento é desproporcional não obedece ao gráfico mapeado, existe sazonalidade e o que é pior, esses períodos sazonais são difíceis de prever, quanto a penalidade o município faz o seu trabalho notificando as empresas, acredito que estas informações o senhor deveria procurar, quanto ao meu cargo comissionado desempenho as funções da minha atribuição, não cai de paraquedas nesse cargo e tenho competência para tal. Não defendo os interesses do cargo, defendo os interesses de um bom serviço e procuro sempre soluções.
Joao da Silva
07/03/2014 15:44
Em primeiro lugar os medicamentos faltam, por pura falta de planejamento e de gestão senhor Flavio de Souza, talvez o senhor defende por o senhor ser um cargo comissionado, mas veja bem os tramites de uma licitação são sim demorados, mas sabendo disso ja teria que ter planejado esta demora e feito a licitação antes de os medicamentos acabarem, pois o município nem o edital da licitação lançou ainda, além disso é incoerente acusar os fornecedores de não entregarem, pois se os mesmo não entregam ou atrasam descumprem um contrato de licitação e os mesmo tem que serem penalizados o que não ocorre no município. Portanto e coerente sim o que a vereadora sugere, se na saúde do município tiver uma gestão mais eficaz não vai acarretar falta de medicamentos nos postos e muito menos na farmácia básica
Flávio de Souza
06/03/2014 22:19
Lendo o texto, percebe que algo está errado, os representantes do poder legislativo pelo visto não conhecem a rotina de distribuição de medicamentos e visitas domiciliares eis que já acontecem, o que os nobres vereadores sugerem, no dito popular, chover no molhado. Falta de medicamentos não é novidade, todos os municípios de Santa Catarina tem esse problema, melhor todos as cidades do Brasil tem esse problema, é difícil estimar medicamentos, pois alguns tratamentos são prolongados e até mesmo mudam a prescrição médica , fora esse problema existe um outro, os trâmites para a compra, que envolve licitação e reserva de verbas, não estou defendendo a falta de medicamentos ou a falta de visita dos profissionais, que como mostra a resposta da secretaria isso é feito, mas defendo um bom entendimento e busca de soluções, sugerir o que já é feito....me parece desnecessário ou meramente assunto para criar polêmica. Vamos nos unir e fazer com que Gaspar se destaque, vamos fazer diferente, fazer o novo, buscar soluções.

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.