As expectativas de público foram batidas e as arquibancadas do ginásio da Escola Frei Godofredo estavam lotadas por pais e outras pessoas da comunidade que foram até o educandário no sábado, 25, para prestigiar o III Festival Frei Godofredo de Cultura Brasileira. A organização ficou surpresa com a reunião de mais de 500 pessoas no local. As histórias dos povos vindos da África, Alemanha, Itália e da Ilha de Açores foram contadas e interpretadas por meio de diversas apresentações culturais elaboradas e apresentadas pelos alunos do ensino médio.
?O interessante é que os alunos foram do mais clássico que cada cultura tem até o contemporâneo. Eles utilizaram a cultura em sua forma clássica e a adaptaram ao gosto deles e da comunidade?, comentou a professora de história e assessora da direção, Ana Luiza Mette. Um exemplo deste fato é uma das apresentações açorianas, que iniciou com ?Arrebita? de Roberto Leal e terminou com a música ?Vira? do grupo Mamonas Assassinas. Ela conta que houve muitos momentos em que a emoção tomou conta do ginásio, como quando os alunos responsáveis por abordar a cultura italiana cantaram ?Esperança? em italiano, a apresentação de danças típicas alemãs e a participação especial de duas rendeiras de Florianópolis, que teciam enquanto os estudantes tocavam na flauta a música ?Mulher Rendeira?.
Ana Luiza considerou que o Festival Frei Godofredo de Cultura Brasileira foram verdadeiras aulas de história, que se iniciava sempre com uma representação teatral da vinda dos povos para o Brasil, fosse ela devido à escravidão ou à busca de um futuro melhor. ?Não temos o hábito de apreciar a cultura, o festival é bom para que as pessoas vejam que ela não é algo chato e assim comecem a ter gosto por música, dança, teatro e etc?. A professora afirma ainda que o Festival veio a somar tanto para quem participou elaborando trabalhos quanto para as pessoas da comunidade que apenas assistiram.
O evento do final de semana foi uma forma de encerrar os trabalhos que estavam sendo feitos de maneira interdisciplinar desde o mês de abril. Exposições, culinária, apresentações musicais, teatrais e de dança foram algumas das alternativas encontradas pelos alunos para levar à comunidade tudo o que pesquisaram sobre algumas das diferentes culturas que formam o mosaico populacional do município.
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