
Durante os próximos três meses, cerca de 60 refugiados do Haiti terão a oportunidade de conhecer melhor a cultura e costumes do Brasil com o curso "Português do Brasil para Refugiados", que está sendo promovido pela Prefeitura de Gaspar em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina, IFSC; Conferência da Vicentina e a Associação Brahaitianos Unidos.
No primeiro módulo do curso os estudantes vão aprender sobre raça, etnia, igualdade de gênero, trabalho, saúde, história e transporte público.
Há seis anos no Brasil, o professor de Português Webster Fever conta que através da Associação, que foi criada há três anos, ele conseguiu se inserir no mercado de trabalho e vê o curso com uma oportunidade de quebrar barreiras do preconceito.
De acordo com a diretora do IFSC, Ana Paula Kuczmynda da Silveira, vivem atualmente em Gaspar 350 refugiadas e todos eles sentem dificuldades em se firmarem no mercado de trabalho por causa da língua. "Com o curso, a ideia é oportunizar o acesso ao português e as políticas públicas do Brasil", destaca.
A secretaria de Educação, Zilma Benevenutti, reitera a importância dos imigrantes conhecerem a língua português. "Para conseguir um bom emprego e para conhecerem seus direitos e deveres". Além de aulas de português, os alunos participantes do curso terão consultoria jurídica com o servidor da Universidade Regional de Blumenau Luiz Henrique Silveira, que ajudará os refugiados a conhecerem seus direitos na área de trabalho e cidadania.
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