Um ano e quatro meses depois de entrar oficialmente em vigor, o sistema de Área Azul de Gaspar é alvo de um requerimento da Câmara de Vereadores. O pedido de informações parte do vereador Luís Carlos Spengler Filho, o Lu (PP), que pede mais detalhes sobre os custos com a operação do serviço de estacionamento rotativo, desde os bilhetes e placas de sinalização até o salário dos monitores, sobre a emissão das notificações e os valores arrecadados com a venda dos bilhetes.
O parlamentar conta que o pedido busca trazer mais informações para a análise do projeto de lei que altera a referência salarial dos monitores de Área Azul em Gaspar, cargo que recentemente registrou a contratação de mais três profissionais. ?Nossa intenção é obter um raio-x para saber como está operando esse sistema, se ele está sendo sustentável ou se o município está tirando recurso de outro lugar para mantê-lo funcionando?, detalha Lu.
Na avaliação dele, o projeto que eleva de R$ 1.003 para R$ 1.388 o salário dos monitores de Área Azul vai criar um impacto na folha de pagamento do município e, por isso, é preciso saber se a arrecadação do sistema de estacionamento rotativo é suficiente para cobrir as despesas. ?Particularmente, acredito que a terceirização poderia reduzir despesas e ainda trazer alguma receita de ISS, mas a ideia é primeiro fazer um levantamento dos dados?, argumenta o vereador, que defende ainda a criação do Plano de Cargos e Salários para atualizar a referência de todas as categorias do funcionalismo em um projeto único.
Contas equilibradas
O diretor de Trânsito de Gaspar, Jackson dos Santos, informa que pretende responder ao requerimento assim que recebê-lo e garante que a arrecadação do sistema de estacionamento rotativo está sendo suficiente para cobrir os custos da operação. ?A Área Azul tem obrigação não de dar lucro, mas de se pagar e isso está acontecendo de forma satisfatória. Os valores arrecadados estão dentro do que previmos desde o início e o reforço dos novos monitores também é algo que já estava planejado?, defende. Segundo reportagem do Cruzeiro do Vale de dezembro de 2013, no primeiro ano de operações da Área Azul foram disponibilizados 18 mil blocos, cada um deles com 10 bilhetes.
Após receber o requerimento, a Prefeitura tem prazo regimental de 15 dias para responder o documento com as informações. Já o projeto de lei que altera a faixa salarial dos monitores de Área Azul tramita em regime de urgência e deve ser votado em até 45 dias.
O que pede o requerimento
Detalhamento dos custos com emissão de blocos e cartões, aquisição de software, salários dos monitores, sinalização e uniformes;
Saber o número de servidores que atuam na Área Azul, como é realizada a digitação das notificações, qual o valor arrecadado mês a mês, de quanto são os repasses feitos ao CDL e quais as despesas da entidade com o serviço, se há cobrança de ISS pelo serviço e se o sistema está obtendo lucro.
Edição 1575
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).