Cerca de duas toneladas de restos de malha foram despejadas em uma transversal da rua Daniel Werner, no bairro Arraial, na última sexta-feira, 20. O despejo irregular ainda é consequência do cancelamento do serviço de coleta do lixo industrial, que até meados de outubro do ano passado era executado pelo Samae, responsável pela coleta do lixo orgânico da cidade.
Após receber uma denúncia da comunidade, a equipe do Samae esteve no local para identificar o responsável pelo material despejado no Arraial e registrou um Boletim de Ocorrência contra o empresário, que vai responder por cometer um crime ambiental. ?Identificamos o proprietário através das etiquetas. Ele afirmou que havia repassado os restos de malha para um fornecedor. Mesmo não tendo sido o responsável pelo despejo o empresário responde pelo crime, pois ele é o responsável legal do material?, explica Daniel Cardoso, chefe de serviços externos do Samae, que nesta sexta-feira esteve no local para conferir a denúncia.
Segundo Daniel, o despejo irregular de lixo industrial já diminuiu consideravelmente, mas ainda ocorre em algumas áreas mais distantes da cidade. Neste mês de agosto, além da denúncia do Arraial, o Samae também recebeu a denúncia de que restos de malha estavam sendo despejados ao longo da rua que dá acesso ao Fazzenda Park Hotel. Na ocasião o proprietário também foi identificado e também vai responder por crime ambiental. ?No início o Samae se responsabilizava em tirar as malhas despejadas pela cidade, mas agora já passou bastante tempo, os empresários foram orientados e por isso estamos recorrendo à polícia para evitar este tipo de crime?, justifica Daniel.
Outros lixos
Daniel destaca que além do lixo industrial, Gaspar continua registrando grande quantidade de despejo irregular de outros tipos de lixo, como restos de materiais de construção, móveis e até lixo orgânico. ?Na rua Madre Paulina, por exemplo, recebemos a denúncia, retiramos o material e pedimos que o proprietário do terreno cercasse o local. Não adiantou pois a comunidade continua despejando o lixo no local?, revela o representante do Samae.
Consciência
Para Daniel, o que falta é uma maior conscientização da comunidade quanto à sua própria responsabilidade pelo lixo que produz.
Enquanto a população gasparense não demonstra essa conscientização, o chefe de serviços externos do Samae orienta àqueles que já estão conscientes que fiquem atentos, e denunciem sempre que virem o despejo irregular do lixo. ?As denúncias podem ser feitas direto com a polícia, mas é importante anotar a placa do veículo que faz o despejo do lixo?, orienta Daniel.
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