
Um problema rotineiro e que continua preocupando a população gasparense. Assim pode ser definida a situação do Ribeirão Gaspar Grande, que amanheceu nesta quarta-feira, dia 25 de julho, com as águas em coloração escura. O rio corta o bairro Gasparinho e deságua no rio Itajaí-Açú e a coloração preta fica mais visível na ponte próxima ao morro da Igreja Matriz de Gaspar.
Cláudio Rolim passou pelo local na manhã de quarta e logo notou que algo estava errado. “Nós, munícipes, temos o dever de reivindicar a investigação de casos como este. Acredito que alguma empresa esteja soltando resíduos inadequados. Essa poluição é crime e quem faz isso merece punição”.
Procurado pela reportagem do Cruzeiro do Vale, o fiscal da Superintendência do Meio Ambiente de Gaspar, Janeo Corrêa, afirma que a situação já está sendo investigada pelos órgãos competentes. “Já fomos até o local para analisar a água e desconfiamos que o motivo da mudança na cor seja o mesmo das ocorrências passadas. Deve haver alguma indústria com uma tubulação secreta jogando resíduos no ribeirão. Não podemos resolver o problema de imediato, mas estamos investigando a situação”, garante.
Mesmo que a água volte à normalidade, o caso segue sob investigação. A Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e a Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina já foram acionadas e acompanham as investigações.

A mudança na cor da água do Ribeirão Gaspar Grande é algo que acontece com certa frequência. Além de preta, a imprudência de empresas que descartam resíduos de forma inadequada já deixou a água do ribeirão nas cores vermelha e azul.
No final de 2016, o Ribeirão Gaspar Grande ficou com a água preta. Três anos antes, resíduos químicos deixaram a água totalmente vermelha. Na época, duas empresas foram investigadas por aproveitar dias de chuva para despejar resíduos na tubulação.

Além dos resíduos, o aparecimento de espuma no rio Itajaí-Açu também já chamou a atenção da comunidade. Em janeiro de 2017, a espuma saiu de uma tubulação que passa pela rua Pedro Simon, no bairro Margem Esquerda, e logo se espalhou pelo rio. Alguns meses antes, em 2016, a situação já havia acontecido.
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