
Depois da publicação sobre o caso de Ana Paula da Costa, 22 anos, que foi picada por uma aranha-marrom há mais de quinze dias em Gaspar, pessoas entraram em contato com o jornal Cruzeiro do Vale relatando ter passado por situações parecidas. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, que faz as notificações de casos em que pessoas picadas procuraram atendimento na saúde pública, no ano passado Gaspar teve 13 casos registrados de picadas de aranha. Nenhum dos casos foi grave.
Aranhas pequenas como a que picou Ana Paula são comuns em casa e jardins. Segundo o infectologista Ricardo Freitas, é importante ter muito cuidado no caso de picadas de aranha. “O ideal é capturar o animal e levar ao hospital para que seja dado o tratamento correto”, explica Freitas. Em geral, as pessoas tendem a se preocupar com as aranhas grandes, como caranguejeiras e aranhas-armadeiras, que podem chegar até 17 centímetros, mas as pequenas, como a aranha-marrom que picou Ana Paula também podem ser muito perigosas.
Na maioria dos casos, as picadas de arranhas causam dor, coceira e incômodo. Nesses quadros, que são menos graves, o tratamento com remédios são para tirar a dor até que o efeito passe. Nos casos mais graves a pessoa pode sentir palpitações, falta de ar, vomito, suor excessivo e pode chegar até a ter parada cardíaca. Por isso é importante procurar o médico com urgência. Levar o animal até o local do atendimento é também muito útil, porque os soros variam dependo do tipo da aranha.
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