Salesio Cardoso ama viver. Nem mesmo os empecilhos que o destino lhe impôs o impedem de amar a vida. Com 44 anos muito bem vividos, Salesio é natural de Blumenau, mas gasparense de coração. “A minha idade é o tempo que moro em Gaspar, o que prova que sou gasparense de coração. Amo esta cidade”, afirma.
Salesio Cardoso é aficionado por colecionar fotos antigas de Gaspar. Em novembro de 2006, a Capela Santa Catarina de Alexandria, no bairro Belchior Baixo, fez 50 anos de existência, desde sua construção de madeira até a estrutura atual. “Em 2006 fiz uma exposição de imagens alusivas aos 50 anos da capela, no entanto já havia planejado há um bom tempo resgatar as fotos antigas da capela. A partir dessa primeira exposição ganhei um entusiasmo incansável de obter fotos passadas de Gaspar”, relata.
Salesio continuou sua coleção com fotos retroativas do bairro Belchior e de Blumenau, além de imagens de familiares e amigos. “Embora não seja historiador, fui à caça de imagens com perseverança no arquivo histórico José Ferreria da Silva, na Biblioteca Fritz Müller, em Blumenau. Iniciei nessa biblioteca a desenvolver uma espécie de hobby”, descreve. Muitas das imagens do acervo de Salésio são compartilhadas por ele nas redes sociais e ganham a aprovação e a nostalgia de muitos moradores da região.
Salesio enxerga Gaspar em constante progresso, e destaca que as características da cultura do povo gasparense são ricas em diversas formas de se expressar. “Friso trabalhos da cultura gasparense realizados pela magnífica historiadora Leda Maria Baptista e pelo saudoso Frei Elzeário Schmitt, bem como todos que valorizam a cultura gasparense em diversas áreas”, sublinha Salesio.
Em agosto de 2014, Salesio Cardoso foi homenageado pelo trabalho nas escolas, pelo envolvimento com a religião, já que atua como catequista há mais de 25 anos, e pelo trabalho cultural que faz com a história de Gaspar e região. A moção foi apresentada pelo vereador Jaime Kirchner, PMDB. “Não esperava ser homenageado pela Câmara, na pessoa do vereador Jaime Kirchner. Meus pais, Valdemiro Cardoso e Neomésia Cardoso, com quem eu moro, assim como meus parentes moradores do Belchior Baixo e Alto, também ficaram agradecidos. Foi uma emoção enorme receber a moção. Receber esse reconhecimento é fruto de um trabalho prazeroso em aspectos culturais de nossa cidade e também religioso. Ressalto que devemos respeitar as diversas crenças. O mais importante é a dedicação que temos a ela”, destaca Salesio.



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