As altas temperaturas e o aumento no fluxo de pessoas (principalmente nas cidades litorâneas) fazem com que os casos de doenças diarreicas agudas sejam mais frequentes nesta época do ano. Elas são caracterizadas por episódios de diarreia e podem ser acompanhadas de náusea, vômito, febre e dor abdominal.
As doenças diarreicas agudas (DDA) podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos, sendo os mais comuns o rotavírus, o norovírus e a bactéria Escherichia coli. Alguns comportamentos que contribuem são ingestão de água, gelo ou de alimentos contaminados, de procedência desconhecida; consumo de carnes, pescados e/ou marisco crus ou malcozidos; alimentos sem conservação necessária; banhos em águas de praias impróprias/poluídas; contato direto com uma pessoa doente; e falta de higiene, como a lavagem frequente das mãos.
De forma geral, os casos são leves e podem durar até 14 dias. No entanto, em crianças e idosos pode ocorrer uma desidratação grave. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas e, caso não ocorra melhora do paciente ou ele apresente complicações no quadro, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente.
A Secretaria de Saúde do Estado e os municípios estão monitorando os casos em conjunto. Em reunião, ficou estabelecidos que serão coletadas de três a cinco amostras por semana em cada cidade. Elas serão processadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen), que vai identificar o agente causador do surto de casos e entender o perfil epidemiológico da doença.


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