Sem geólogo e cota de enchente, Defesa Civil de Gaspar segue com foco na prevenção - Jornal Cruzeiro do Vale

Sem geólogo e cota de enchente, Defesa Civil de Gaspar segue com foco na prevenção

23/11/2018
Sem geólogo e cota de enchente, Defesa Civil de Gaspar segue com foco na prevenção

Prevenção. No dicionário, a palavra significa ‘conjunto de atividades e medidas que visam evitar possíveis danos’. O termo resume bem o trabalho da atual Defesa Civil de Gaspar. Frente à pasta há quase dois anos, o superintendente Rafael Araujo de Freitas é bem claro quanto ao seu objetivo maior: minimizar os impactos de possíveis desastres no município. Ele trabalha com prudência a preparação antecipada e uma das estratégias utilizadas pelo profissional é focar no treinamento de sua equipe. A missão é desafiadora, tendo em vista o triste marco histórico que carrega a cidade Coração do Vale do Itajaí.

O planejamento de um futuro mais seguro para a cidade é levado à risca. “Trabalhamos incansavelmente. Afinal, a prevenção é o mais poderoso instrumento para reduzir riscos. Geralmente, as ações preventivas são baratas e atingem todos os grupos da comunidade. Agora, temos o projeto ‘Defesa Civil na Escola’, que atua com crianças; o ‘Agente Mirim’, que prepara os adolescentes; o grupo de voluntário; e o Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil, que vai capacitar profissionais para fazerem vistorias, prestar atendimentos e ajudar a comunidade em situações de anormalidade”.

“Fiquei inseguro pela situação em que a pasta se encontrava”

Ao assumir a Defesa Civil de Gaspar em janeiro de 2017, o superintendente se deparou com a falta de voluntariado, recursos humanos, materiais e programas de prevenção. “Ao chegar, recebi o auxílio de um servidor que, por sinal, é muito técnico e experiente na área. Mas, confesso que fiquei um pouco inseguro pela situação em que a pasta se encontrava”, relembra, afirmando que seu primeiro passo foi aprimorar o atendimento externo. Depois, investir em melhorias no atendimento emergencial com o telefone 199 e dar continuidade a um projeto da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do qual ainda não recebeu o repasse. 

Carência de itens técnicos

Já passaram 10 anos desde que Gaspar foi atingida pela grande tragédia. Porém, apesar de notórios avanços na Defesa Civil, a cidade continua carente de itens técnicos, que vão fazer com que os trabalhos na pasta sejam mais eficazes. Exemplo disso é a falta de geólogo, engenheiro, cota de enchente e quadro de agentes para dar continuidade aos programas e ações previstos em Lei.

Equipe

Atualmente, a Defesa Civil de Gaspar possui um coordenador, dois agentes cedidos de outras secretarias, dois estagiários de ensino superior e um de ensino médio. A equipe ainda conta com o apoio de um grupo de voluntários com mais de 120 membros. A pasta tem também parceria com a Diretoria de Trânsito e Corpo de Bombeiros nos plantões e treinamentos. 

 

Edição 1878

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