
A rua Madre Paulina, localizada no bairro Sete de Setembro, protagoniza uma série de paralisações e retomadas em suas obras de pavimentação desde que foram iniciadas, em 2016. Em junho deste ano, a situação da via alcançou, ao que tudo indica, o ápice dos seus problemas e segue sem previsão de ser concluída. A maior preocupação de quem precisa utilizar a via diariamente está no acesso de quem vem pela rua Itajaí, devido a grande quantidade de pedras soltas.
Atualmente, quem passa pela rua Madre Paulina encontra uma camada fina de asfalto após o trecho inicial, materiais empilhados ao longo da via, uma calçada tomada por mato e nenhuma sinalização. De acordo com o secretário de Planejamento de Gaspar, Alexandre Gevaerd, as questões estão longe de ter um desfecho positivo. “Existem algumas barreiras que impedem o andamento da obra. A começar pelas condições financeiras da empresa vencedora da licitação [Multiplos Serviços e Obras Ltda]. Não posso estipular um prazo para o restabelecimento dos serviços, mas acredito que isso demore a acontecer”, afirma.
Devido a falta de condições da empresa Multiplos de continuar a obra, a prefeitura procurou a segunda colocada na licitação, a Pacopedra, para averiguar a disponibilidade de assumir a obra. “Primeiro, notificamos, mais uma vez, a Multiplos. Depois, entramos em contato com a Pacopedra e, agora, os responsáveis pela empresa estão estudando a viabilidade. Estamos adiantando esse processo para que, assim que obtivermos uma resposta, possamos seguir em frente com a pavimentação”, explica Gevaerd.
Assim que uma nova empresa assumir a obra, haverá a conclusão da pavimentação, passeios e ciclovia e será feita a realocação de muros em alguns trechos.
Moradora da região, Tamara Knop da Silva conta que o mal cheiro dos bueiros e a falta de segurança para pedestres são os pontos que mais afetam a comunidade. “Tem esgoto a céu aberto aqui. O cheiro é muito forte e com certeza prejudica a saúde dos moradores. A falta de sinalização ainda põe em risco a vida dos pedestres porque, em horários de pico, na tentativa de não atropelar as pessoas, o tráfego de veículos vira um caos”.
Já o morador Alexsandro Welter acrescenta a necessidade de cuidar melhor dos materiais que futuramente serão utilizados na obra. “Está tudo ali exposto, no meio da rua. Imagina só andar por essa rua a noite, sem iluminação pública, sem sinalização, cheio de buracos na entrada e ainda por cima com obstáculos na pista”.
O projeto da obra foi apresentado aos moradores no final de 2015, semanas antes da abertura dos envelopes com as propostas de preços para a execução das melhorias. Em seguida, a prefeitura assinou a ordem de serviço. No começo de 2016, a empresa vencedora da licitação deu início às melhorias que logo foram paralisadas. O serviço foi retomado em maio de 2017 e, em setembro, os trabalhos foram abandonados novamente. A retomada da pavimentação aconteceu meses depois e seguiu até maio deste ano. Em junho, as obras pararam de vez.
O cronograma de obras contempla a drenagem pluvial e pavimentação de toda a via, que tem cerca de um quilômetro de extensão; os serviços de urbanização como pavimento de passeios, instalação de rampas para automóveis e portadores de necessidades especiais; execução de canteiros; ciclovias; e faixas de travessia de pedestres. O custo das melhorias é de aproximadamente R$ 2.400.000,00 com recursos de um financiamento federal, através do programa Pró-Transporte do Ministério das Cidades.
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