A segunda semana de março promete ser decisiva na negociação entre Prefeitura e servidores públicos municipais de Gaspar. No último dia 27, a categoria rejeitou em assembleia a proposta da Prefeitura, que oferecia apenas a reposição da inflação, de 5,26% segundo o INPC dos últimos 12 meses, aos vencimentos. Após a decisão, o sindicato dos servidores encaminhou ao município um documento que oficializou a recusa e informou que a categoria estava em estado de greve.
Nesta semana, a expectativa da direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Gaspar, Sintraspug, é de que o município reabra as negociações para o reajuste salarial. ?Recebemos a informação de que essa semana eles irão nos chamar para conversar?, afirma o presidente Jovino Emir Masson. Segundo ele, a categoria está indignada e bastante ansiosa para saber se conseguirá ou não obter as conquistas reivindicadas.
Jovino acrescenta ainda que assim que a Prefeitura apresentar novidades na proposta, uma nova assembleia será convocada para apresentar as mudanças aos servidores. O procurador do Sintraspug, Sérgio de Souza, afirma que embora o estado de greve tenha sido aprovado na reunião do dia 27, uma real paralisação nas atividades teria que ser aprovada em uma nova assembleia. ?Isso na verdade é mais um indicativo de que o ânimo do servidor poderá aprovar uma greve se a negociação não tiver sequência?, explica.
O secretário de Administração e Finanças de Gaspar, Michael Zimmermann, detalha que a negociação de reajuste salarial com os servidores será discutida na reunião do colegiado, composto pelos secretários municipais, nesta terça-feira. Somente a partir daí é que o município definirá os próximos passos. ?Sempre estamos dispostos a conversar, mas a administração não costuma jogar com cartas na manga?, analisa. A data-base dos servidores municipais vence em 31 de março. Em função disso, a Prefeitura considera como ideal que a questão seja resolvida até o dia 15, no final desta semana, para que haja tempo para a Câmara de Vereadores aprovar o projeto oficializando o reajuste.
O que querem os servidores
Reajuste salarial de 9,26% (5,26% referente à inflação dos últimos 12 meses pelo INPC e 4% de aumento real);
Reajuste do auxílio-alimentação de R$ 330 para R$ 400, sem desconto nos dias de afastamento por doença;
Reajuste do piso de referência salarial, de R$ 693,10 para R$ 1.003.
Desvinculação do salário dos agentes de saúde do piso do município, igualando os vencimentos aos das merendeiras, cujo salário é de R$ 1.003.
Aumento da regência de classe para o professor de 5% para 15%
Criação de gratificação por assiduidade
Criação de política de Recursos Humanos voltada à saúde do servidor
Criação de política de Recursos Humanos voltada à saúde do servidor
Criação de plano de saúde subsidiado para o servidor
Criação de um instituto próprio de previdência
O que a Prefeitura oferece
Reajuste salarial de 5,26%, referente à inflação dos últimos 12 meses pelo INPC
Reajuste do auxílio-alimentação de R$ 330 para R$ 347 (correção de 5,26% da inflação)
Reajuste do piso de referência salarial para R$ 724
Avaliação de futura proposta de política de saúde elaborada pelo sindicato dos servidores
Elaboração de projeto de lei para criar instituto próprio de previdência
Edição 1569
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