A amamentação é tema constante de campanhas de saúde em todo o mundo. E não é à toa, pois é do leite materno que vêm todos os nutrientes necessários para que o bebê cresça e tenha saúde. Em mais de 120 países, todos os anos, de 1 a 7 de agosto, é celebrada a Semana Mundial do Aleitamento Materno. No município, o Hospital de Gaspar organiza uma semana de atividades especiais para o apoio à amamentação. A abertura da programação acontece na próxima segunda-feira, 2 de agosto, na própria casa de saúde, às 14h.
Na programação da Semana estão a participação em programas de rádio para explorar o assunto com a comunidade, a distribuição de materiais informativos, profissionais disponíveis para prestar esclarecimentos e conselhos sobre o aleitamento, exposição de materiais, recreação infantil, painel fotográfico das funcionárias do Hospital de Gaspar amamentando seus filhos, apresentação de vídeos sobre a importância da amamentação, humanização do parto e alimentação saudável, e a entrega do Laço Dourado aos participantes das atividades, símbolo de apoio à amamentação.
A promoção do aleitamento materno é mundial e estimulada pela OMS, que faz dela um dos principais programas do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento. As atividades de divulgação envolvem a concepção de orientações e informações técnicas baseadas em evidências, cursos de aconselhamento, produção de indicadores, entre outros.
A Semana Mundial de Aleitamento Materno foi criada para incentivar a amamentação e, desta forma, melhorar a saúde dos bebês de todas as partes do mundo. A prática de programar uma semana para o tema existe desde agosto de 1990, quando uma declaração com o objetivo de promover e apoiar o aleitamento foi feita pela Organização Mundial de Saúde, OMS, em parceria com a Unicef.
Aleitamento materno contribui com o crescimento
O aleitamento materno traz muitas vantagens fisiológicas e psicológicas, desde proporcionar mais imunidade ao bebê até criar um vínculo maior entre mãe e filho. O leite materno é facilmente digerido e absorvido, possui linfócitos e imunoglobinas, ajudando a proteger a criança contra doenças crônicas e infecciosas, e ainda promove o desenvolvimento sensor e cognitivo da criança. Toda a energia e os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável dos primeiros meses de vida são fornecidos através dele. É recomendado que nos primeiros meses de vida, a criança receba exclusivamente o aleitamento materno, não precisando de nenhuma substância, nem sequer água, para crescer, fortalecer-se e estimula desenvolvimento global da criança.
Neste caso, o bebê não é o único beneficiado. A ansiedade da mãe que amamenta é menor, o volume do útero diminui de forma mais rápida, é menor o risco de hemorragia e anemia no pós-parto, além de voltar ao peso normal mais rapidamente. O contato entre mãe e filho feito através da amamentação cria uma maior afinidade entre eles, assim ela consegue perceber melhor quais são as vontades do bebê. Acredita-se também que um hormônio chamado ocitocina, produzido durante a amamentação, está relacionado aos vínculos sociais, o que pode aumentar os cuidados e a atenção das mães.
A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebês recebam exclusivamente leite materno durante os seis primeiros meses de vida. Após este período, para suprir necessidades nutricionais, é permitido receber alimentação complementar adequada, mas o aleitamento deve continuar até os dois anos de idade ou mais. A recomendação é resultado de uma reunião de especialistas da área realizada em Genebra no ano de 2001, em que foram analisadas diversas pesquisas sobre o assunto.
Pais também devem ajudar
Uma forma de o pai também criar um vínculo com o filho é ajudar sua mulher durante o período da amamentação. O pós-parto pode deixar a mulher cansada e insegura, então o apoio e incentivo do pai são essenciais para que ela se reestruture e reorganize. A presença e o carinho dele durante a amamentação fortalecem a relação entre pai, mãe e bebê.
O pai deve estar atento a vários fatores que podem afetar a amamentação, evitando brigas e discussões que causam estresse, prejudicando a descida do leite. Para criar laços afetivos com seu filho, o pai pode fazer atividades como trocar fraldas, carregar o bebê, brincar, cantar e ajudar a mãe em algumas tarefas realizadas por ela anteriormente, uma vez que ela fica muito envolvida em cuidar do recém-nascido.
Um dos itens mais importantes é quando o papai vai junto com sua mulher e seu filho nas consultas médicas e acompanhe o desenvolvimento de seu filho. Desta forma, ele aprenderá a auxiliar a esposa e a ter paciência, pois nesta fase a mulher fica cansada, mais irritada e impaciente.
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